Charles Leclerc afirmou que a Ferrari enfrenta um ‘círculo vicioso’ diante da desvantagem de potência para os motores Mercedes na temporada 2026 da Fórmula 1. Segundo o monegasco, a diferença permite que os carros equipados pela concorrente mantenham a entrega de potência por mais tempo nas saídas das curvas.
A Ferrari tem sido a principal adversária da Mercedes no campeonato deste ano, apesar de conviver durante toda a temporada com um déficit de desempenho da unidade de potência. O problema está ligado ao conceito adotado pelo motor italiano, que priorizou uma resposta mais eficiente em baixa velocidade, mas acabou comprometendo a velocidade máxima.
O turbo da Ferrari foi projetado com dimensões reduzidas para eliminar o atraso na resposta, e oferecer mais potência em baixa velocidade e nas zonas de tração. A consequência, segundo o cenário apresentado por Leclerc, é uma menor capacidade de acompanhar os carros equipados com motores Mercedes nas longas retas.

“Honestamente, é uma espécie de círculo vicioso. Assim que você tem muito mais potência, começa a fornecer potência mais tarde na saída das curvas, porque a unidade de potência está entregando mais potência nas saídas. Então, você começa a fornecer mais tarde e, por isso, corta mais tarde”, afirmou Leclerc.
O piloto da Ferrari também indicou que acredita existir uma diferença considerável na potência do motor de combustão interna da Mercedes: “Eu apostaria que a potência do motor de combustão interna deles é significativamente maior”, acrescentou.
A Ferrari levou para o GP da Itália uma unidade de potência com o ganho proporcionado pelo ADUO, numa tentativa de reduzir a desvantagem. Leclerc, porém, também enfrenta uma questão adicional, pois após seu forte acidente em Monza, ainda não está definido se o motor atualizado poderá voltar a ser utilizado.
Caso a unidade de potência tenha sofrido danos críticos, o monegasco poderá precisar de uma penalidade para introduzir novamente os componentes atualizados em seu conjunto de motores antes do fim da temporada.
