Liam Lawson vive uma preparação incomum antes do próximo compromisso da Fórmula 1, já que ainda não sabe se correrá pela Red Bull Racing ou pela Racing Bulls. A definição sobre o companheiro de equipe de Max Verstappen no GP do Azerbaijão, deve acontecer somente no início da próxima semana.
Lawson substituiu Isack Hadjar nas últimas três etapas, depois que o francês sofreu uma fratura no pulso durante a pausa da categoria, antes do GP da Holanda. Enquanto isso, Yuki Tsunoda assumiu o lugar de Lawson na Racing Bulls, deixando o neozelandês diante da possibilidade de precisar retornar a um carro que considera bastante diferente.
O próprio Lawson reconheceu que a maior dificuldade neste momento está na preparação: “É mais a preparação. Fazer a preparação para os dois é um pouco difícil, assim como me acostumar com carros diferentes”, afirmou. Segundo ele, a sequência de atividades com o carro da Red Bull Racing fez com que sua adaptação avançasse, enquanto a possibilidade de mudança novamente para a Racing Bulls gera incerteza.
“É bastante complicado me preparar mentalmente para saber qual carro vou pilotar”, continuou Lawson. O piloto destacou que ainda não tem uma definição sobre o cenário que encontrará no próximo final de semana de GP.

A situação também envolve a recuperação de Hadjar. O chefe da Red Bull Racing, Laurent Mekies, afirmou que o francês está evoluindo normalmente e que a equipe pretende avaliar sua condição novamente antes de decidir pelo retorno. O processo incluirá trabalho no simulador e uma exposição gradual às exigências reais da pista.
Mekies explicou que a equipe só pretende colocar Hadjar de volta ao carro se ele estiver próximo de 100% recuperado: “O que não queremos é que, ao antecipar o retorno, comprometamos sua capacidade de longo prazo de voltar a 100%”, acrescentou.
Enquanto aguarda a decisão, Lawson também voltou a pilotar o carro da Racing Bulls no teste de pneus da Pirelli em Ímola, na quarta-feira (16). Ainda assim, ele reconheceu que uma eventual mudança de retorno em fim de semana de GP seria mais complicada: “Quanto mais tempo piloto este carro (da Red Bull Racing), mais confortável fico. Voltar agora seria bastante difícil. É completamente diferente de pilotar”, completou.
