Liam Lawson vai largar fora do top 10 no GP do Azerbaijão de Fórmula 1, depois de uma sessão de classificação difícil para a Racing Bulls. O neozelandês terminou o Q2 em 12º, mas avançou uma posição no grid devido à penalidade aplicada a Carlos Sainz da Williams.
O principal obstáculo, segundo Lawson, foi a velocidade nas retas. A Racing Bulls vinha apresentando bom desempenho ao longo da temporada, tanto em sessões de classificação quanto em ritmo de corrida, mas não conseguiu colocar nenhum de seus dois carros entre os dez primeiros em Baku.
Lawson considerou que executou bem sua volta rápida, mas perdeu desempenho na parte final do circuito por causa do superaquecimento. Além disso, não conseguiu aproveitar o vácuo, um recurso especialmente importante em um traçado com longas retas: “A volta foi muito boa até as últimas curvas, e eu simplesmente tive dificuldades com o superaquecimento. Também não peguei vácuo, o que é muito importante aqui”, afirmou.

O piloto também destacou uma diferença de desempenho que considera difícil de explicar. Na avaliação dele, a Racing Bulls evoluiu o carro em comparação com algumas pistas anteriores, mas acabou ficando mais vulnerável nas retas diante de equipes equipadas com outras unidades de potência.
“Na verdade, acho que fizemos um bom trabalho com o carro, e olhando para algumas pistas no início do ano, ou para circuitos onde fomos competitivos, sinto que demos um passo à frente com o carro. Só estamos muito piores agora nas retas em comparação com algumas das outras equipes com outras unidades de potência, especialmente nessas pistas com retas longas”, acrescentou.
Este é o primeiro final de semana de Lawson de volta à Racing Bulls após substituir Isack Hadjar nas três etapas anteriores na Red Bull Racing. Largando da 11ª posição, ele espera transformar a oportunidade em pontos, embora reconheça que a equipe ainda terá trabalho pela frente: “Eu adoraria marcar pontos. Esse é o objetivo para a corrida, mas temos trabalho a fazer”, completou.
