A Aston Martin conseguiu seu melhor resultado até agora na temporada 2026 da Fórmula 1 no GP da Holanda, mas a equipe evitou tratar o desempenho como sinal de uma virada definitiva. Mike Krack, diretor de pista da equipe, alertou que os próximos circuitos podem expor novamente as limitações do AMR26.
Depois de um início complicado na nova era de regulamentos da categoria, a Aston Martin levou uma grande atualização para o circuito de Hungaroring, seguida por novos ajustes em Zandvoort. As mudanças ajudaram Fernando Alonso a sair do 18º lugar no grid de largada e terminar em nono, mas a equipe entende que o resultado também foi favorecido pelas características do circuito.
O principal problema está no motor Honda, que ainda apresenta uma desvantagem significativa em potência. Krack explicou que o desempenho em Zandvoort teve relação com o chassi atualizado e com o traçado do circuito, enquanto pistas com longas retas devem ser mais complicadas para a Aston Martin.

“Desde Budapeste, sabemos que somos um pouco mais fortes na corrida”, afirmou Krack. Segundo ele, o resultado também depende do comprimento das retas. “Então, essas foram duas corridas em que as retas eram um pouco mais curtas. Teremos corridas mais difíceis pela frente, mas acho que isso faz parte do jogo”.
Além da diferença de potência, a equipe ainda precisa compreender completamente o novo pacote: “Estamos conhecendo cada vez mais esse pacote”, acrescentou Krack, destacando que a grande atualização introduzida na Hungria, exige tempo para ser ajustada e explorada corretamente.
O mesmo vale para a nova unidade de potência da Honda: “Precisamos aprender como usá-la, precisamos aprender como otimizá-la, e acho que isso vai levar alguns eventos, mas foi um bom passo à frente”, completou.
