Ayao Komatsu comentou sobre a posição da Haas na temporada 2026 da Fórmula 1 e como a equipe está um passo atrás em relação à corrida de atualizações em comparação com as equipes adversárias.
O time americano começou o ano de forma positiva na virada de regulamento. Entretanto, aos poucos, começou a cair nos resultados, tendo uma quinta colocação de Oliver Beramn no GP da China como melhor resultado – agora, após 12 etapas, é a sétima colocada no Mundial de Construtores com 21 pontos.
Avaliando a situação, o dirigente reconheceu que a equipe teve dificuldades para se adaptar ao novo regulamento da F1 e em especial com a rapidez com que rivais como Racing Bulls e Alpine apresentavam desenvolvimentos de seus carros.
“Essa é a maior mudança de regulamento de todos os tempos. Como somos a menor equipe, esperávamos ter muita dificuldade para acompanhar os ‘grandes’ na corrida pelo desenvolvimento. Começamos a temporada extremamente bem, muito melhor do que qualquer um poderia imaginar, mas, a partir daquele momento, a realidade se impôs. Com nossas limitações, tentamos desenvolver o carro o mais rápido possível, mas os outros estão conseguindo adicionar desempenho ao carro mais depressa do que nós. Essa é a realidade”, disse.

“Para ser justo, honestamente, não é nada contra o pessoal da equipe, eles estão fazendo um trabalho fantástico, trabalhando em conjunto. Para termos chance de acompanhar os outros, tudo precisa ser perfeito, certo? Tudo. E, na vida, não dá para exigir isso o tempo todo. Acredito realmente que preciso proporcionar a eles um ambiente melhor, facilitar as coisas, para que possam mostrar do que são capazes. Tenho certeza disso”, seguiu.
“Mas o lado bom é que esses momentos difíceis revelam o caráter, não é? E não existe cultura de apontar culpados. Analisamos o problema: qual é a questão, onde nos falta downforce, por que a dirigibilidade não está boa, com o que os pilotos estão tendo dificuldade? Estamos todos alinhados, tentando resolver o problema e adicionar desempenho ao carro. Mas, claro, isso leva tempo. Muitas das medidas que estamos implementando levarão tempo para se concretizar, mas precisamos acreditar em nós mesmos e no trabalho em equipe, apoiar uns aos outros, e vamos superar isso, assim como fizemos nos últimos dois anos”, completou.
