Christian Horner precisou se habituar em uma rotina diferente após ter sido demitido da Red Bull na Fórmula 1, precisando acompanhar as corridas pela televisão ao invés do pitwall.
“Os cães faziam muitas caminhadas. E, sabe, acho que é uma espécie de descompressão. Aos poucos, você tem a chance de refletir. Desde a primeira corrida e acompanhei 404 provas seguidas, nunca perdi um GP, estive presente em todos os circuitos de Fórmula 1, desde a entrada da Red Bull no esporte”, disse ao High Pergormance podcast.
“Perdi aniversários das minhas filhas, ou marcos importantes. Nossa lua de mel, por exemplo, foi durante o GP de Mônaco. Fiz muitos sacrifícios nesse sentido”, seguiu.
O ex-dirigente foi dispensado do comando da Red Bull após o GP da Inglaterra de 2025 da F1, após duas décadas à frente da equipe austríaca. Luarent Mekies foi quem assumiu a vaga, inclusive renovando recentemente seu contrato.

A primeira corrida após sua saída foi o GP da Bélgica, onde Max Verstappen venceu a Sprint. Durante as corridas, Horner já não tem mais as informações disponíveis que tinha antigamente. “Aí você se senta para assistir a uma corrida pela primeira vez. Você pensa: ‘Droga, não tenho informação nenhuma'”, falou.
“Você acaba dependendo do Crofty e de quem quer que esteja comentando o que, para mim, era algo estranho, já que estou acostumado a olhar para telas e para o sinal da transmissão sem ouvir narradores ou comentaristas. E, de repente, você tenta acessar um aplicativo de Fórmula 1 para ver os tempos parciais”, completou.
“Mas, em comparação com o epicentro que é ficar no muro dos boxes, onde tudo acontece bem diante de você, a sensação foi tipo: ‘uau, isso é muito diferente’. Naquele primeiro fim de semana, acompanhei todos os treinos e todas as corridas da Fórmula 2 e da Fórmula 3. Fiquei vidrado na TV e, veja só, o Max venceu a corrida sprint em Spa. E recebi várias mensagens de pessoas que estavam no circuito dizendo que ninguém estava comemorando”, encerrou.
