F1: Horner relembra dúvidas e elogia avanço da Red Bull Powertrains-Ford

Christian Horner afirmou sentir orgulho ao ver a Red Bull Powertrains-Ford, alcançar resultados expressivos na Fórmula 1, mesmo após sua saída da equipe. O ex-chefe da Red Bull Racing destacou que o projeto, do qual foi um dos principais incentivadores, superou as dúvidas iniciais e hoje é apontado como referência entre os motores de combustão do grid.

As declarações foram dadas durante o retorno de Horner ao paddock da Fórmula 1 em Silverstone, um ano depois de deixar o comando da equipe e passar o cargo para Laurent Mekies. Enquanto a Red Bull enfrenta uma temporada complicada em termos de resultados, o ex-dirigente vê na unidade de potência um dos principais pontos positivos do projeto atual.

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Segundo avaliação da FIA, o motor de combustão do RB22 foi considerado o melhor do grid, avaliação que surpreendeu parte do paddock, já que muitos esperavam que a Mercedes ocupasse essa posição após o início da temporada. Para Horner, esse reconhecimento representa uma conquista importante diante da dimensão do desafio enfrentado pela Red Bull Powertrains-Ford.

“O fato de sermos considerados o melhor motor de combustão da Fórmula 1 pode ser inconveniente para alguns, mas é uma enorme conquista. Há muitos outros que não conseguiram isso, mesmo trabalhando nisso há 75 anos”, afirmou ao The Times.

F1 2024, Fórmula 1, GP de Las Vegas, Nevada, Estados Unidos
Foto: XPB Images

Horner também relembrou o início do projeto e destacou a velocidade com que a estrutura foi criada. Segundo ele, a fábrica foi construída em menos de um ano, o primeiro motor ficou pronto apenas 14 meses após o início da operação e a empresa chegou a cerca de 650 funcionários, incluindo mais de 200 profissionais contratados da Mercedes HPP.

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O ex-dirigente ainda destacou a importância das parcerias com a Ford e a ExxonMobil para o desenvolvimento da unidade de potência: “Há cinco anos aquilo era uma fábrica vazia. Existia apenas uma pessoa com alguma experiência na Cosworth. Em 55 semanas construímos uma fábrica, em 14 meses tínhamos um motor funcionando, contratamos 650 pessoas para o projeto e mais de 200 vieram da Mercedes Benz ou da HPP”, acrescentou.

Por fim, Horner revelou que enfrentou desconfiança desde o lançamento da iniciativa, tanto fora quanto dentro da própria Red Bull: “Havia muitas pessoas duvidando, principalmente do lado de fora. Disseram que eu teria um Everest para escalar. Para ser sincero, também havia dúvidas internamente. Um dos meus maiores arrependimentos é não ter visto esse motor colocar um carro de Fórmula 1 na pista pela primeira vez”, completou.