Christian Horner não tem pressa para voltar à Fórmula 1 e já deixou claro que só aceitará um novo projeto se encontrar as condições certas. Fora da Red Bull desde julho de 2025, o britânico também explicou os rumores que o ligaram à Ferrari e negou que suas declarações sobre a equipe italiana tenham sido um sinal de interesse no cargo de Fred Vasseur.
Em entrevista ao The Guardian, Horner afirmou que está disposto a passar mais alguns anos longe das pistas enquanto avalia as possibilidades. Depois de 20 anos à frente da Red Bull, período em que conquistou seis títulos de Construtores e oito de Pilotos, ele quer que seu próximo passo envolva uma participação acionária.
“Estou feliz em ficar fora do esporte e ver quais oportunidades se apresentam nos próximos meses ou anos. Não é um pré-requisito que eu volte.”
A Ferrari entrou na história após uma entrevista ao The Times, em setembro, quando Horner classificou a escuderia como a maior marca da Fórmula 1 e um gigante adormecido. Na ocasião, ele chegou a indicar que poderia considerar trabalhar para a equipe sem se tornar sócio, o que alimentou os rumores sobre uma possível saída de Vasseur.

A repercussão levou a Ferrari a realizar uma coletiva de imprensa em 29 de setembro para reafirmar a confiança no francês, que renovou seu contrato em 2025. Vasseur também demonstrou incômodo com as especulações e seus efeitos sobre a equipe.Agora, Horner afirma que suas palavras foram mal interpretadas e reconhece o trabalho do atual chefe da Ferrari:
“Fred Vasseur é um cara experiente. Ele fez um bom trabalho. Mas eu, mais do que ninguém, conheço as pressões de administrar uma organização competitiva. Meus comentários foram tirados de contexto.”
Apesar da admiração pela história da Ferrari, o britânico vê um obstáculo para uma possível mudança: a equipe não estaria disposta a oferecer participação acionária, condição que ele considera importante para voltar à categoria.
“Isso seria com propriedade atrelada, e a Ferrari não vai vender ações.”
Horner também reforçou que não pretende retornar apenas para ocupar um cargo. Seu próximo projeto precisaria reunir pessoas com a mesma ambição de vencer e condições para brigar pelas primeiras posições.
“Eu só voltaria pela oportunidade certa, com pessoas de mentalidade semelhante que queiram vencer. Eu nunca voltaria apenas para participar.”
