Christian Horner relembrou seu primeiro contato com Guenther Steiner na Fórmula 1, e afirmou que o ex-chefe da Haas causou uma impressão intimidadora antes de se tornar um dos personagens mais conhecidos da categoria. Em entrevista à Autosport, o antigo dirigente da Red Bull Racing também comentou o impacto da série ‘Drive to Survive’ na popularidade do italiano.
Horner avalia que a produção da Netflix ajudou a aproximar o público dos bastidores da categoria, ao expor personalidades, rivalidades e relações entre integrantes do paddock. Ao mesmo tempo, alertou que a maneira como as imagens são editadas, pode influenciar a percepção dos espectadores sobre cada personagem.
“Essas pessoas estão fazendo um programa de TV. Elas gravam horas e horas de material, e tudo depende de como você edita. É possível fazer alguém parecer o vilão ou o herói, ou o contrário”, afirmou Horner. Apesar dessa ressalva, ele considerou que a série foi importante para atrair uma nova geração de fãs para a F1.

Steiner ganhou grande visibilidade durante seu tempo como chefe da Haas, mas Horner fez uma provocação bem-humorada sobre os resultados esportivos do italiano: “Guenther Steiner construiu uma carreira graças a isso. Quer dizer, não acho que ele tenha conseguido sequer um pódio na Fórmula 1! Mas tudo bem para ele”, comentou rindo.
A relação entre os dois, porém, começou antes do sucesso televisivo. Horner contou que não conhecia Steiner quando ouviu falar dele pela primeira vez e que uma pesquisa na internet contribuiu para a impressão inicial: “Nunca tinha ouvido falar dele, e quando o procurei na internet, ele parecia bastante assustador. Essa foi minha primeira impressão, e então Guenther apareceu”, acrescentou.
Steiner trabalhou no projeto do RB2, carro utilizado pela Red Bull em 2006 e equipado com motor Ferrari. Horner ainda se lembra dos problemas de superaquecimento enfrentados durante uma atividade inicial em Silverstone, mesmo com temperaturas próximas de três graus. Pouco depois, Adrian Newey chegou à equipe e, segundo Horner, reagiu ao projeto dizendo: “Bem, vamos esquecer esse carro”, finalizou o ex-chefe da Red Bull.
