Christian Horner acredita que Zak Brown tem pouca margem para confrontar publicamente Toto Wolff na Fórmula 1, por causa da parceria entre McLaren e Mercedes. Para o ex-chefe da Red Bull Racing, a dependência dos motores alemães coloca o dirigente da McLaren em uma posição delicada.
Em entrevista publicada pelo jornal The Guardian, Horner comentou a rivalidade com Wolff, e avaliou que a relação comercial entre as duas equipes ajuda a explicar por que Brown não costuma fazer críticas públicas ao chefe da Mercedes. A McLaren utiliza unidades de potência da marca desde 2021 e estendeu o acordo até 2030, abrangendo todo o atual ciclo de regulamentos dos motores.
Demitido pela Red Bull no meio de 2025, Horner também respondeu a uma declaração de Wolff sobre suas possibilidades de retornar à F1. O dirigente da Mercedes afirmou anteriormente, que Horner já havia ‘quebrado muita coisa para conseguir voltar à categoria’. Em resposta, o britânico relembrou as críticas feitas por Wolff ao projeto de unidade de potência da Red Bull.

“Ele também disse que esse motor da Red Bull seria uma completa porcaria e um desastre”, afirmou Horner. A declaração veio após a equipe conquistar vitórias nos GPs da Malásia e de Singapura.
Horner também minimizou o momento vivido por Wolff e voltou a destacar a diferença de posição entre o chefe da Mercedes e Brown: “Toto está com tudo bastante fácil no momento. Zak Brown está comprometido porque usa o motor do Toto, então não pode criar atritos”, acrescentou.
O ex-dirigente ainda defendeu que a rivalidade faz parte da dinâmica do esporte e citou disputas conhecidas do futebol, como Alex Ferguson contra Arsène Wenger e José Mourinho contra Pep Guardiola. Segundo Horner, esse tipo de confronto divide opiniões e pode mobilizar uma equipe: “Usei isso para unir pessoas competentes e enfrentar a Mercedes”, finalizou Horner.
