F1: Horner aponta motivo para Brown evitar confronto com Wolff

Christian Horner acredita que Zak Brown tem pouca margem para confrontar publicamente Toto Wolff na Fórmula 1, por causa da parceria entre McLaren e Mercedes. Para o ex-chefe da Red Bull Racing, a dependência dos motores alemães coloca o dirigente da McLaren em uma posição delicada.

Em entrevista publicada pelo jornal The Guardian, Horner comentou a rivalidade com Wolff, e avaliou que a relação comercial entre as duas equipes ajuda a explicar por que Brown não costuma fazer críticas públicas ao chefe da Mercedes. A McLaren utiliza unidades de potência da marca desde 2021 e estendeu o acordo até 2030, abrangendo todo o atual ciclo de regulamentos dos motores.

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Demitido pela Red Bull no meio de 2025, Horner também respondeu a uma declaração de Wolff sobre suas possibilidades de retornar à F1. O dirigente da Mercedes afirmou anteriormente, que Horner já havia ‘quebrado muita coisa para conseguir voltar à categoria’. Em resposta, o britânico relembrou as críticas feitas por Wolff ao projeto de unidade de potência da Red Bull.

F1 2024, Fórmula 1, Bahrein, Sakhir
Foto: XPB Images

“Ele também disse que esse motor da Red Bull seria uma completa porcaria e um desastre”, afirmou Horner. A declaração veio após a equipe conquistar vitórias nos GPs da Malásia e de Singapura.

Horner também minimizou o momento vivido por Wolff e voltou a destacar a diferença de posição entre o chefe da Mercedes e Brown: “Toto está com tudo bastante fácil no momento. Zak Brown está comprometido porque usa o motor do Toto, então não pode criar atritos”, acrescentou.

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O ex-dirigente ainda defendeu que a rivalidade faz parte da dinâmica do esporte e citou disputas conhecidas do futebol, como Alex Ferguson contra Arsène Wenger e José Mourinho contra Pep Guardiola. Segundo Horner, esse tipo de confronto divide opiniões e pode mobilizar uma equipe: “Usei isso para unir pessoas competentes e enfrentar a Mercedes”, finalizou Horner.