F1: Horner acusa Newey de falta de lealdade nos momentos difíceis na Red Bull

Christian Horner afirmou que Adrian Newey não se manteve ao seu lado, quando a Red Bull Racing enfrentou dificuldades na Fórmula 1. Em seu novo livro, o ex-chefe da equipe também demonstrou decepção com o renomado projetista, que atualmente comanda a Aston Martin.

Os dois trabalharam juntos por cerca de duas décadas em Milton Keynes e construíram uma relação profissional e pessoal próxima. No entanto, Horner afirma que a parceria não resistiu ao período de adversidade que antecedeu sua saída da Red Bull, em julho do ano passado.

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“Eu o apoiei e acreditava que ele faria o mesmo por mim, mas ao primeiro sinal de dificuldade, Adrian quis abandonar o barco”, afirmou Horner, em entrevista ao jornal The Times sobre o livro ‘Drive’, com lançamento previsto para 22 de outubro no Reino Unido.

O ex-dirigente disse que a postura de Newey o entristeceu e mudou sua percepção sobre a relação entre os dois: “Fiquei muito triste com isso. Não podia mais contar com ele. Nossa parceria não era tão sólida quanto eu imaginava”, continuou.

Horner também voltou a questionar as circunstâncias de sua demissão. Segundo ele, a Red Bull não apresentou uma justificativa clara para o encerramento de seu vínculo, apesar de ainda restarem seis anos de contrato. A equipe teria apontado uma queda de desempenho como motivo, algo que Horner contestou ao lembrar que o time havia conquistado a pole position e liderado o GP da Inglaterra antes de sua saída.

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Christian Horner (GBR).
Foto: XPB Images

“Eu nunca recebi uma explicação clara, além de dizerem que o desempenho da equipe havia caído um pouco”, relatou. Horner acrescentou que, ao insistir por respostas, ouviu que a organização estaria se tornando mais ‘Christian Horner Racing’ do que Red Bull Racing.

A demissão ocorreu dezessete meses após acusações de assédio sexual e comportamento coercitivo e controlador feitas por uma funcionária da equipe. Horner foi inocentado duas vezes nas investigações sobre as denúncias.

Enquanto isso, a relação entre Horner e Newey havia sido marcada por proximidade, inclusive com o projetista tendo sido padrinho de casamento do dirigente com Geri Halliwell e padrinho de uma de suas filhas. No mesmo relato, Horner também afirmou que assumir um cargo de comando na Ferrari seria a única função na F1 capaz de convencê-lo a voltar ao pit lane sem uma participação societária.