F1: Honda vê sinal positivo após Aston Martin chegar ao Q2 em Sepang

A Aston Martin conseguiu colocar Fernando Alonso e Lance Stroll no Q2, pela primeira vez na temporada 2026 da Fórmula 1, e a Honda considerou o resultado um sinal positivo para o projeto conjunto com o time britânico. Alonso vai largar em 12º na Malásia, enquanto Stroll partirá da 14ª posição.

Os dois carros avançaram pelo Q1 em 14º e 15º, respectivamente, mas não conseguiram chegar ao Q3. Ainda assim, o resultado representa apenas a segunda participação de um piloto da Aston Martin no Q2 em 2026, depois de Alonso ter alcançado essa fase no GP da Hungria.

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Para a Honda, o desempenho em Sepang esteve diretamente ligado ao trabalho realizado entre as sessões. Shintaro Orihara, gerente-geral e engenheiro-chefe da fabricante japonesa na pista, explicou que a equipe fez uma análise detalhada dos dados após o TL2 e continuou ajustando o carro antes da sessão de classificação.

“Fizemos muitas análises de dados”, afirmou Orihara, destacando também os ajustes de gerenciamento de energia e dirigibilidade realizados no TL3, especialmente em relação ao turbo atualizado. “Nosso pacote está funcionando como esperado, mesmo diante das condições quentes e úmidas em Sepang”, disse ele.

F1: Honda vê sinal positivo após Aston Martin chegar ao Q2 em Sepang
Foto: Divulgação / Aston Martin / Honda

Essa evolução ganha importância diante de uma temporada marcada por muitas dificuldades para Honda e para a Aston Martin. O projeto enfrentou problemas de integração, falhas de confiabilidade da bateria nos testes de pré-temporada e vibrações persistentes na unidade de potência, enquanto as oportunidades adicionais de desenvolvimento não haviam produzido uma mudança significativa.

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Antes da etapa em Sepang, Stroll havia apontado uma perda que poderia chegar a dois segundos por volta em circuitos com longas retas e elevada demanda de potência, como Baku e Monza. Por isso, Orihara classificou o resultado como ‘um passo na direção certa para a Honda’, embora a atenção agora esteja voltada para a corrida e para possíveis mudanças nas condições.

“Estaremos prontos para todos os cenários de corrida”, finalizou o engenheiro, citando inclusive a possibilidade de chuva como uma das situações que a equipe pode precisar considerar.