F1: Honda confirma que Aston Martin terá nova unidade de potência após as férias

A Aston Martin já sabe quando receberá a aguardada atualização de sua unidade de potência na Fórmula 1. A Honda confirmou que a equipe disputará apenas mais duas corridas com a especificação atual, antes da estreia de um novo motor no GP da Holanda.

Essa mudança acontece em meio a uma temporada bastante complicada para a equipe britânica. Depois de nove etapas, a Aston Martin tem apenas um ponto no campeonato e enfrenta dificuldades de desempenho e confiabilidade, mesmo contando com a parceria da Honda e uma nova fábrica em Silverstone.

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Um dos principais problemas no início do ano, foram as fortes vibrações do motor, que chegaram a causar desconforto em Fernando Alonso e Lance Stroll através do volante. Embora essa situação tenha sido amenizada, a equipe continuou enfrentando problemas relacionados à unidade de potência, incluindo um abandono de Stroll no GP da Áustria por falha no ERS e um duplo abandono em Barcelona.

Além da atualização do motor, a Aston Martin já havia confirmado um importante pacote de melhorias para o GP da Hungria. As mudanças incluirão atualizações aerodinâmicas e redução de peso, escolhendo o Hungaroring como o momento para introduzir uma grande evolução do chassi, em vez de pequenas atualizações ao longo da temporada.

Shintaro Orihara, gerente-geral de pista e engenheiro-chefe da Honda, confirmou que a estreia da nova unidade de potência está prevista para o GP da Holanda, em Zandvoort, após as férias da categoria: “Temos mais duas corridas antes de introduzir o novo motor. É importante continuar aprendendo com esta especificação atual, para levar essas descobertas sobre gerenciamento de energia para corridas futuras, como Monza, que também possui longas retas”, afirmou.

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Shintaro Orihara (JPN) Honda Trackside General Manager and Chief Engineer.
Foto: XPB Images

Orihara destacou que Spa-Francorchamps irá representar um desafio importante para fabricantes e equipes. Segundo ele, o circuito exige atenção especial ao gerenciamento de energia devido às poucas oportunidades de recuperação ao longo da volta.

“Spa é a pista mais longa do calendário de 2026 e uma das favoritas entre pilotos e fãs. A combinação de retas longas e curvas de alta velocidade a torna muito desafiadora para os engenheiros, tanto para prever a aplicação do acelerador quanto para gerenciar a energia durante a volta”, acrescentou.

O dirigente também lembrou que as condições climáticas podem adicionar um elemento extra de imprevisibilidade ao fim de semana belga: “Em Silverstone, tudo permaneceu seco, então Spa pode ser a primeira vez em que teremos condições realmente molhadas em uma sessão. Em termos de clima, qualquer coisa pode acontecer aqui”, completou.