A Honda reconheceu o principal problema apontado por Fernando Alonso após o GP da Holanda de Fórmula 1, aumentando a pressão para a etapa seguinte, o GP da Itália no próximo final de semana. O fabricante japonês colocou a dirigibilidade de sua segunda especificação de unidade de potência, como prioridade antes da corrida em Monza.
O engenheiro-chefe da Honda, Shintaro Orihara, afirmou que melhorar a forma como o motor entrega seu desempenho é o ‘principal objetivo’ da Honda para Monza. A declaração reforça a avaliação de Alonso, que havia apontado uma perda de características importantes após a introdução da nova unidade de potência.
Segundo o piloto da Aston Martin, o carro deixou de apresentar a dirigibilidade e a sensação nas trocas de marcha que haviam sido aprimoradas com o motor anterior. Alonso chegou a definir a situação como ‘um retorno ao ponto de partida’ em aspectos fundamentais do comportamento do carro.
Orihara explicou que a unidade atualizada correspondeu às expectativas internas da Honda em sua primeira corrida, mas admitiu que ainda existe margem para melhorar a maneira como esse desempenho chega ao piloto. O problema, portanto, não está apenas em buscar mais rendimento, mas em permitir que Alonso consiga utilizá-lo de maneira consistente nas frenagens, entradas de curva, acelerações e trocas de marcha.

A dificuldade ficou evidente em Zandvoort, apesar de o nono lugar conquistado por Alonso ter garantido pontos para a Aston Martin. Para Monza, o cenário será particularmente exigente, já que o circuito combina longas retas e fortes frenagens, além de exigir precisão nas chicanes e boa tração na saída das curvas.
O experiente piloto espanhol já afirmou que o GP da Itália pode representar um dos finais de semana mais difíceis para a equipe, e chegou a considerar que os pontos podem estar fora de alcance. Ao mesmo tempo, o espanhol elogiou a evolução do chassi da Aston Martin e afirmou que as atualizações recentes indicaram uma direção clara para o desenvolvimento, deixando a questão da unidade Honda como um problema mais específico a ser resolvido.
A avaliação de Orihara coloca a etapa de Monza como uma oportunidade para verificar se a Honda consegue recuperar a consistência perdida. Caso isso aconteça, a equipe poderá aproveitar melhor os avanços do chassi, enquanto uma nova dificuldade manteria em evidência o diagnóstico de Alonso sobre a nova unidade de potência.
