F1: Honda confirma atualização do motor da Aston Martin para Zandvoort

A Honda vai introduzir uma nova especificação de sua unidade de potência na Aston Martin durante o GP da Holanda de Fórmula 1. A confirmação foi feita por Shintaro Orihara, gerente-geral de operações de pista e engenheiro-chefe da fabricante japonesa, que revelou que a atualização chegará após mais duas etapas.

Na prévia da Honda para o GP da Bélgica, Orihara explicou que a equipe pretende aproveitar as corridas restantes para coletar informações antes da estreia do novo conjunto. “Temos mais duas corridas antes de introduzir o novo motor. É importante continuar aprendendo com esta especificação atual para levar esse conhecimento sobre a gestão de energia para as próximas corridas, como Monza, onde também há longas retas”, afirmou.

Faça o F1Mania.net sua fonte preferida de notícias no Google e também no Google Discover.

A atualização é considerada importante para a Aston Martin, que enfrenta uma temporada difícil. A equipe tem disputado as últimas posições do grid apenas com a Cadillac, e o único ponto conquistado por Fernando Alonso aconteceu no GP de Mônaco, em uma corrida marcada por circunstâncias incomuns, quando o espanhol ocupava apenas a 14ª posição a oito voltas da bandeirada.

Shintaro Orihara (JPN) Honda Trackside General Manager and Chief Engineer.
Foto: XPB Images

A unidade de potência da Honda foi identificada como a menos competitiva do grid dentro do mecanismo ADUO (Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualização), criado justamente para permitir evolução extra aos fabricantes com maior defasagem de desempenho. Por isso, a marca utilizará essa possibilidade para introduzir a atualização em Zandvoort, logo após a pausa de verão da Fórmula 1.

Antes disso, a expectativa é de mais um fim de semana complicado para a Aston Martin na Bélgica e também na Hungria. Orihara destacou que Spa-Francorchamps exigirá atenção especial à gestão de energia. “Spa será um teste para os fabricantes em termos de gerenciamento de energia, então precisamos considerar como utilizaremos a potência do MGU-K nas longas retas. A recuperação de energia aqui é bastante limitada, mesmo considerando o comprimento do circuito. Isso torna ainda mais importante acertar o plano de utilização da energia. As retas também exigem muito da unidade de potência, não apenas em desempenho, mas também em confiabilidade”, disse. Ele ainda alertou sobre outro desafio: “A outra incógnita é o clima instável do circuito. Em Silverstone permaneceu seco, então Spa pode ser a primeira vez em que teremos condições realmente molhadas durante uma sessão. Em termos de clima, qualquer coisa pode acontecer aqui.”

Siga o F1Mania.net e receba as últimas notícias da Fórmula 1 pelo WhatsApp.