A Fórmula 1 terá neste próximo final de semana, o primeiro GP da Espanha realizado no novo circuito em Madri, e a Honda já identificou um ponto de atenção importante. A fabricante japonesa prevê dificuldades para os sistemas de lubrificação dos motores na inclinada curva La Monumental.
O trecho, conhecido como curva 12 do Madring, tem 550 metros, é percorrido para a direita e deve ser feito com velocidade de entrada próxima de 300 km/h. No centro da curva, os carros poderão enfrentar uma compressão de até 4G durante dois segundos, combinando forças laterais e verticais.
Shintaro Orihara, gerente-geral e engenheiro-chefe da Honda para as atividades de pista, explicou que as características dessa curva, irão exigir atenção especial das equipes. Depois de conhecer o trecho em um teste de pista, ele classificou o local como ‘bastante desafiador e interessante’ e apontou a lubrificação como o principal aspecto relacionado à unidade de potência.

“Temos forças G tanto no sentido lateral quanto vertical, então é bastante desafiador para o sistema de lubrificação”, afirmou Orihara. Segundo ele, a Honda pretende começar com uma configuração conservadora e aumentar gradualmente a margem de segurança antes da sessão de classificação.
O alerta surge após um teste da Fórmula 3 no circuito registrar dezenove bandeiras vermelhas, sendo onze provocadas por batidas nas barreiras de proteção. Ainda assim, Mike Krack, engenheiro-chefe de pista da Aston Martin, que utiliza motores Honda, evitou classificar o Madring como uma ‘pista assassina’, expressão usada pelo chefe da Williams, James Vowles.
“Vamos dar algumas voltas primeiro e depois veremos como é essa pista”, afirmou Krack. O dirigente destacou que algumas mudanças foram realizadas desde o teste da F3, incluindo trabalhos no asfalto, e explicou que a Aston Martin analisou os dados daquela atividade justamente para chegar ao primeiro fim de semana em uma posição mais preparada.
