A quinta-feira foi movimentada na Fórmula 1 antes do início das atividades do GP da Itália. Rafael Câmara voltou ao centro do mercado de pilotos após a Haas admitir que ainda não decidiu sua dupla para 2027, enquanto as equipes aprovaram uma redução de 5% na distância das corridas para a próxima temporada e Kimi Antonelli revelou que pode ajudar George Russell na classificação em Monza.
Câmara disputa a possível vaga hoje ocupada por Esteban Ocon com Leonardo Fornaroli e Ryo Hirakawa. Ayao Komatsu afirmou que a definição ainda não está próxima, mas reconheceu que a equipe avançou nas últimas semanas. Os três participaram do teste com o VF-25 em Portimão, e informações do ge apontam que o brasileiro foi quem mais se aproximou da referência de Oliver Bearman, embora a chuva tenha prejudicado parte da comparação.
Fora do mercado de pilotos, uma mudança importante para 2027 ganhou força. Segundo o AutoRacer, as equipes votaram por unanimidade para reduzir em 5% a distância padrão das corridas, de 305 para cerca de 290 quilômetros, com exceção de Mônaco. A medida aparece ligada às discussões para aumentar a participação do motor a combustão, evitando a necessidade de tanques maiores e alterações significativas nos carros por causa do aumento do consumo.
Na Mercedes, Antonelli chega à corrida em casa sabendo que largará do fundo do grid por uma penalidade relacionada à unidade de potência. Por isso, o líder do campeonato confirmou que já conversou com a equipe sobre ajudar Russell durante a classificação, inclusive oferecendo vácuo ao companheiro de equipe caso seja necessário. “Se a equipe me pedir para fazer isso, eu farei”, afirmou o italiano.

A Ferrari também definiu parte de sua estratégia para sábado. Charles Leclerc confirmou que Lewis Hamilton terá prioridade na escolha de posição para buscar o vácuo durante a classificação, seguindo um sistema de alternância entre os dois pilotos. A decisão não significa que Leclerc sacrificará sua própria sessão, mas a equipe pretende coordenar os carros para tentar colocar ambos na melhor situação possível.
Já a McLaren chega embalada por duas vitórias consecutivas de Lando Norris, mas o britânico fez um alerta sobre Monza. Ele apontou as chicanes e curvas de baixa velocidade como a maior fraqueza atual do carro e admitiu que existe pouca margem para uma solução imediata, com a equipe podendo até comprometer algum desempenho em alta velocidade para tentar melhorar nessas áreas. Norris está 83 pontos atrás de Antonelli no campeonato.
Max Verstappen, por sua vez, chegou recuperado da doença que o afetou durante todo o fim de semana do GP da Holanda. O piloto da Red Bull afirmou que ainda sentiu os efeitos do problema por alguns dias depois de Zandvoort, mas agora está novamente em plena condição física para Monza, embora tenha admitido não saber qual será o nível de competitividade do RB22 na etapa italiana.
A Fórmula 1 volta à pista nesta sexta-feira, dia 4, com os dois primeiros treinos livres do GP da Itália. A corrida acontece no domingo, dia 6, em Monza.
