F1 hoje: Câmara se aproxima da Haas, Leclerc pode ser punido e Antonelli recebe apoio

O sábado da Fórmula 1 teve Rafael Câmara novamente no centro das atenções para 2027. O brasileiro reúne desempenho na Fórmula 2, apoio da Ferrari Driver Academy e bons resultados em testes com a Haas, mas a equipe ainda não confirmou sua dupla para a próxima temporada. O cenário aponta para uma possibilidade real de promoção, embora ainda sem anúncio oficial.

Charles Leclerc também virou destaque antes do GP do Azerbaijão. A Ferrari avalia a possibilidade de trocar novamente componentes da unidade de potência do monegasco após o forte acidente em Monza, o que pode gerar punição no grid em Baku. Frederic Vasseur admitiu que o Azerbaijão pode ser um local adequado para absorver a penalidade, enquanto a equipe ainda analisa o estado do motor.

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Na Mercedes, Toto Wolff reconheceu que a equipe ainda tenta entender como extrair de forma consistente o máximo de George Russell. O britânico venceu duas vezes em 2026, mas vê Kimi Antonelli dominar a temporada com oito triunfos e 81 pontos de vantagem. Wolff afirmou que também existe um componente psicológico e reforçou que Russell continua tendo nível para disputar campeonatos.

Antonelli, por sua vez, revelou que recebe mensagens frequentes de Sebastian Vettel durante sua campanha pelo primeiro título. O italiano de 20 anos afirmou que o apoio do tetracampeão faz diferença antes e depois dos fins de semana de corrida. Andrea Stella também elogiou o líder do campeonato e classificou sua evolução como um trunfo para a categoria.

Andrea Kimi Antonelli (ITA) Mercedes AMG Formula One Team in qualifying parc ferme.
Foto: XPB Images

No pelotão intermediário, Allan McNish alertou que a Audi precisa voltar a evoluir o carro para não perder terreno. A última grande atualização chegou na Áustria e, depois de 14 etapas, a equipe ocupa a oitava posição no Mundial de Construtores, com 17 pontos, quatro atrás da Haas.

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A discussão sobre as unidades de potência também ganhou espaço. Max Verstappen minimizou a leitura de que o motor da Red Bull-Ford seja claramente superior ao da Mercedes, alegando que a análise da FIA considera apenas o motor de combustão e não toda a entrega do sistema híbrido. Charles Leclerc, por outro lado, voltou a apontar a vantagem da Mercedes e descreveu a situação da Ferrari como um “círculo vicioso” causado pelo conceito adotado para sua unidade de potência.

Fora da disputa direta pelo campeonato, Verstappen também falou sobre seu futuro. Mesmo com contrato renovado com a Red Bull até 2030, o holandês afirmou que não pretende necessariamente seguir o caminho de Fernando Alonso e permanecer no grid perto dos 40 anos: sua intenção é continuar na Fórmula 1 enquanto ainda estiver gostando de competir.