F1: Hockenheim inicia conversas para voltar ao calendário

A Fórmula 1 iniciou as primeiras conversas sobre um possível retorno do GP da Alemanha a Hockenheim. Stefano Domenicali confirmou o contato, mas ressaltou que qualquer volta do circuito seria considerada apenas no médio prazo.

Hockenheim recebeu sua última corrida em 2019, depois de perder espaço no calendário em meio à falta de investimentos públicos para sustentar o evento. Agora, o crescimento do interesse pela F1 na Europa e uma nova estrutura financeira no circuito podem abrir caminho para uma negociação diferente.

Faça o F1Mania.net sua fonte preferida de notícias no Google e também no Google Discover.

“Pela primeira vez, estamos retomando o contato com o pessoal de Hockenheim para avaliar se, no futuro, no médio prazo, e não no curto prazo, eles poderão voltar a receber uma corrida”, afirmou Domenicali. O CEO da categoria acrescentou que o circuito procurou a F1 e já participou de uma conversa inicial.

O dirigente, porém, deixou claro que a realização de um GP exigiria um nível de investimento superior ao empregado atualmente nos projetos de Hockenheim. “Eles estão desenvolvendo a parte do automobilismo com outro objetivo. Caso queiram discutir um possível evento de F1, o investimento precisa ser diferente, porque nossa plataforma exige outro tipo de aporte”, explicou.

A situação financeira do circuito mudou desde sua última passagem pelo calendário. Em 2024, a Emodrom Group GmbH adquiriu 74,99% das ações da empresa responsável pelo Hockenheimring, enquanto a cidade e o Badischer Motorsport-Club permaneceram com os 25,01% restantes. O novo grupo de investidores planeja aplicar 250 milhões de euros até 2034, com projetos que incluem a ampliação do Porsche Experience Center, a construção de um hotel e uma unidade da Motorworld.

Siga o F1Mania.net e receba as últimas notícias da Fórmula 1 pelo WhatsApp.

Apesar desse movimento, ainda não está claro se os novos investidores desejam assumir a promoção de um GP. O diretor de Hockenheim, Jorn Teske, já havia explicado que o retorno dependeria de uma mudança no modelo econômico, pois outros eventos recebem financiamento externo que não existia na Alemanha.

Outro obstáculo é o limite atual de 24 etapas. Uma eventual volta de Hockenheim provavelmente exigiria um sistema de rodízio com outra corrida, modelo que Barcelona e Bélgica passarão a utilizar a partir de 2027. A F1 também negocia com outros mercados na África, América do Sul e Extremo Oriente, aumentando a disputa por espaço no calendário.