Lewis Hamilton não acredita que a mais recente evolução da Ferrari na unidade de potência, seja suficiente para eliminar a vantagem da Mercedes na temporada 2026 da Fórmula 1. Para o piloto britânico, o novo recurso obtido por meio do ADUO representa progresso, mas não a ‘bala de prata’ que colocaria a equipe no mesmo nível da concorrente.
A Ferrari recebeu autorização da FIA para realizar duas atualizações na unidade de potência em 2026 e outras duas em 2027. A primeira foi introduzida no GP da Itália e teve como foco o turbo, depois de a equipe ter priorizado no início do ano uma solução menor para reduzir o atraso do turbo e melhorar a resposta nas saídas e na aceleração após as curvas.
Segundo Hamilton, essa decisão trouxe uma desvantagem de velocidade máxima. No GP da Itália, a diferença chegou a seis décimos nas retas, enquanto em outros circuitos ficou entre três e quatro décimos: “Fizemos um trabalho realmente ótimo, considerando que tivemos esse déficit, e continuamos fazendo melhorias no carro. Fizemos melhorias no motor. Sabíamos que a última atualização não seria a bala de prata e não fecharia completamente essa diferença”, afirmou Hamilton à imprensa.

O heptacampeão, porém, destacou que a evolução apresentada pela Ferrari continua sendo um sinal positivo: “Para mim, é realmente positivo ver que continuamos avançando muito rapidamente, e não é fácil”, acrescentou.
A Mercedes também deve apresentar uma unidade de potência beneficiada pelo ADUO antes do fim da temporada, mas Hamilton prefere não concentrar sua atenção em sua ex-equipe.
“Nosso foco deve ser apenas em como podemos fazer o nosso melhor e executar da melhor forma nossos finais de semana”, concluiu. Segundo ele, haverá etapas em que a Mercedes será excepcional e outras em que poderá cometer erros, criando oportunidades para a Ferrari aproveitar eventuais problemas da adversária.
