Lewis Hamilton terminou o GP do Azerbaijão de Fórmula 1 em uma posição distante da disputa pelo pódio apenas em P6, mas rejeitou a ideia de que a Ferrari tenha necessariamente caído para a quarta força da categoria. Após a corrida em Baku, o britânico questionou diretamente essa avaliação.
Hamilton largou em sexto e manteve a mesma posição até a bandeirada, terminando 22,382 segundos atrás de George Russell, vencedor da prova. Max Verstappen e Isack Hadjar completaram o pódio, enquanto a Ferrari voltou a enfrentar dificuldades relacionadas à velocidade em reta.
O problema ficou especialmente evidente no longo trecho de aceleração de Baku. Com 2,2 quilômetros percorridos em aceleração máxima, o circuito expôs novamente a desvantagem da unidade de potência da Ferrari em velocidade final, dificultando as tentativas de Hamilton para avançar e também sua capacidade de se defender dos adversários.
“Sim, eu fiquei ‘no meio de ninguém’ durante a maior parte do tempo”, afirmou Hamilton ao comentar sua corrida. Questionado sobre a sensação de não conseguir reagir quando precisava se defender nas retas, o heptacampeão respondeu: “Não é ótimo, mas é o que é. Não há muito que eu possa fazer”.

A situação alimentou novamente as discussões sobre a posição da Ferrari no campeonato. O desempenho de Mercedes e Red Bull em Baku colocou as duas equipes à frente em ritmo, enquanto a Ferrari segue trabalhando no desenvolvimento do SF-26 e ainda prevê um novo pacote de atualizações antes do fim da temporada.
Hamilton, porém, não concordou com a avaliação de que a Ferrari já esteja em quarto lugar na hierarquia: “Qual é a importância disso? Por que eu concordaria com isso? Eu não sei onde estamos. Terceiro ou segundo? Não sei. Obviamente, não somos o segundo time mais rápidos no momento, mas estamos à frente da McLaren hoje, então talvez sejamos terceiro”, completou.
