Lewis Hamilton recebeu uma reprimenda dos comissários da FIA, após um momento de grande aproximação com Liam Lawson no TL2 do GP do Azerbaijão de Fórmula 1, nessa sexta-feira em Baku. O piloto da Ferrari agora pretende levar o caso à reunião dos pilotos e defende regras mais claras para evitar situações semelhantes.
Hamilton estava em uma volta lenta quando Lawson se aproximou rapidamente para iniciar uma volta rápida. O britânico afirmou que acreditava ter deixado espaço suficiente, mas a diferença desapareceu quando a potência de seu carro caiu na entrada da curva 18.
O incidente foi analisado pelos comissários, que aplicaram uma reprimenda a Hamilton. Após o TL2, o piloto explicou que o problema está relacionado à dificuldade de prever a diferença de velocidade entre carros em situações distintas de utilização de potência.
“Não existe dado ou simulação que diga qual deve ser a distância quando você chega à última curva e tem 500 hp de potência a menos que o carro atrás”, afirmou Hamilton. Segundo ele, estava cerca de quatro segundos à frente de Lawson, mas o cenário mudou rapidamente quando acelerou na última parte do circuito.

“Eu entrei na última curva acelerando, conseguia vê-lo, mas achei que a distância era suficiente. Então, literalmente quando chegamos à curva 18, foi como se meu carro simplesmente tivesse morrido, e ele recuperou a diferença de forma enorme”, a acrescentou.
Hamilton considera que o episódio poderia acontecer com qualquer piloto e pretende discutir uma solução para esse tipo de situação no briefing. Sua proposta é que todos mantenham potência máxima nas curvas 18 e 19, mesmo quando estiverem em uma volta lenta, evitando que um carro trafegue muito mais devagar justamente no trecho em que a diferença de desempenho pode crescer rapidamente.
“Não deveria haver ninguém andando devagar nas curvas 18 e 19. Mesmo em uma volta lenta, deveríamos passar por elas de pé embaixo, com potência total”, concluiu Hamilton, que espera debater a ideia com os demais pilotos.
