F1: Hamilton pressiona Domenicali por Grande Prêmio na África

Lewis Hamilton, uma das vozes mais influentes na Fórmula 1, continua a pressionar por uma expansão do calendário da F1 para incluir um Grande Prêmio na África. Apesar de a F1 competir em quase todos os continentes, a África permanece a única região fora do circuito desde o Grande Prêmio da África do Sul de 1993. Em recentes declarações, Hamilton reiterou seu apoio para que o continente africano receba novamente a elite do automobilismo mundial.

Durante uma entrevista em 2022, Stefano Domenicali, CEO e presidente da F1, reconheceu a importância de expandir a presença do campeonato na África. “Somos um Campeonato Mundial, e é uma área onde não estamos presentes”, disse Domenicali. Essa declaração veio em um momento em que planos para retornar ao circuito reformado de Kyalami em 2024 foram adiados devido a preocupações sobre o cumprimento dos termos do contrato.

Hamilton, que defende a ideia de correr em um local histórico como Kyalami, falou sobre o assunto antes do Grande Prêmio de Las Vegas. Ele elogiou o trabalho de Domenicali e da Liberty Media, destacando o crescimento da F1, e expressou seu desejo de ver um Grande Prêmio na África. “Estou pressionando Stefano porque realmente quero ver uma corrida na África do Sul ou na África. Se não for na África do Sul, será em outro lugar lá, pois estamos em todos os outros continentes”, afirmou Hamilton.

A África do Sul foi considerada como possível substituta para o Grande Prêmio da Bélgica, que conseguiu uma extensão de um ano para 2024 após o colapso do acordo de Kyalami. Ainda há esperanças de que a África do Sul possa garantir um lugar no calendário da F1 de 2025, mas não às custas de Spa-Francorchamps, que assegurou um contrato adicional de um ano.

Enquanto isso, Hamilton também apoiou a contínua expansão da F1 nos Estados Unidos, com o GP de Las Vegas se juntando aos eventos em Austin e Miami. Apesar das críticas de alguns, incluindo Max Verstappen, sobre a nova adição em Las Vegas, Hamilton defendeu a expansão da F1, enfatizando a importância de um crescimento consciente e impactante nas comunidades locais. Ele destacou iniciativas como levar crianças para as pistas, inspirando-as a considerar carreiras em engenharia e outros campos relacionados ao esporte.