Lewis Hamilton afirmou que seria favorável a dar mais liberdade ao diretor de prova da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) para utilizar a bandeira vermelha nas voltas finais das corridas da Fórmula 1, evitando que elas terminem sem disputa em pista, como aconteceu no GP da Inglaterra deste ano, em Silverstone.
A etapa britânico ficou marcada pela batida de Max Verstappen no fim da prova, que gerou expectativa de uma última volta em ritmo de corrida. A previsão era de que o safety car fosse recolhido ao final da volta 51, mas o regulamento determinava que o procedimento acontecesse apenas no fim da volta 52, impedindo uma disputa final. Com isso, Charles Leclerc venceu a corrida, enquanto a FIA explicou que um “erro de software” causou a exibição da mensagem que declarava o fim da bandeira amarela perto do final da volta 51.

Hamilton citou exemplos anteriores em que a bandeira vermelha foi usada para criar finais mais competitivos, como o GP do Azerbaijão de 2021, interrompido após um estouro de pneu de Verstappen, e o GP da Austrália de 2023, quando detritos na pista após um acidente de Kevin Magnussen provocaram uma relargada nas voltas finais.
Questionado pela imprensa sobre permitir que a FIA tenha mais autonomia para usar a bandeira vermelha e garantir finais em bandeira verde, Hamilton respondeu positivamente: “Sim, com certeza”, afirmou. “Isso aconteceu na Austrália, e foi uma das melhores corridas. Idealmente, quando você está na liderança, não seria ótimo, mas daria aos fãs a melhor experiência possível. Então eles já fizeram isso antes, e definitivamente terminar sob safety car seria, para mim, decepcionante. Fico decepcionado estando dentro do carro, e como atleta, então posso imaginar como os fãs estão se sentindo”, finalizou o heptacampeão mundial.
