Lewis Hamilton recebeu apenas uma adverstência pelo incidente envolvendo Liam Lawson durante o segundo treino do GP do Azerbaijão da Fórmula 1, onde a dupla quase colidiu.
Com 20 minutos já rodados no Tl2 em Baku, o neozelandês vinha em alta velocidade quando encontrou com o titular da Ferrari bem mais lento em sua frente. Nisso, precisou desviar para evitar o choque e no rádio falou “isso é perigoso para cacete. Meu Deus, cara, muito perigoso”.
Imediatamente, o heptacampeão da F1 foi colocado sob investigação pelos comissários, que fizeram as deliberações após a sessão com os pilotos e seus representantes das equipes.
No veredito final, os fiscais disseram que “os comissários ouviram o piloto do carro #44 [Hamilton] e o piloto do carro #30 [Lawson], bem como representantes das equipes, e analisaram vídeos, tempos de volta, telemetria, comunicações de rádio e imagens das câmeras a bordo. Hamilton estava em uma volta de saída dos boxes, enquanto Lawson se aproximava em uma volta rápida. Hamilton havia sido avisado duas vezes pela equipe sobre a aproximação de Lawson.”

“As notas de competição do diretor de prova exigem que os carros em voltas de saída ou voltas lentas permaneçam no extremo esquerdo da pista, desde a saída da curva 16 até a entrada da curva 18. Também exigem que equipes e pilotos gerenciem os intervalos antes da curva 18, de modo a percorrer o trecho entre o ponto de tangência da curva 18 e o da curva 19 sem atrapalhar um carro que esteja em volta rápida”, seguiu.
“Hamilton não permaneceu no extremo esquerdo entre as curvas 16 e 18. Ao se aproximar da curva 19, com Lawson se aproximando por trás, Hamilton manteve-se na trajetória ideal, obrigando Lawson a aliviar o acelerador e frear levemente. Portanto, os comissários determinaram que Hamilton não seguiu as instruções de gestão de tráfego e atrapalhou Lawson de forma desnecessária.”
“A penalidade normal para uma infração por obstrução durante o TL é uma advertência, a menos que a ação seja perigosa ou intencional. Neste caso, não houve intenção, mas, dadas as características do traçado, as curvas de alta velocidade e as instruções específicas do diretor de prova, a obstrução foi considerada grave pelos comissários”, continuou.
“Os comissários também levaram em conta a dificuldade de gerenciar o uso de energia entre as curvas 16 e 19 e o final da volta. Além disso, ambos os pilotos mencionaram durante a audiência que, quando um piloto não tem mais energia para utilizar, a diferença de velocidade entre os dois carros naquele trecho específico é significativa”, emendou.
“Levando essas circunstâncias em consideração, os comissários aplicam uma reprimenda oficial ao piloto”, encerrou.
