A Ferrari deu os primeiros passos no novo circuito de Madri, futuro palco da Fórmula 1, e saiu satisfeita com a experiência. Lewis Hamilton e Charles Leclerc participaram de um dia de filmagem no novo traçado e aprovaram as características da pista, que receberá o GP da Espanha entre 11 e 13 de setembro.
O teste privado aconteceu em 09 de julho, enquanto o circuito ainda passa pelos ajustes finais antes de sua estreia no calendário da categoria. Segundo o diretor-geral do Madring, Luis Garcia Abad, a atividade também serviu para reunir informações importantes sobre o novo traçado.
Garcia Abad revelou que o calor intenso foi um dos principais desafios do dia: “Eles estavam andando em um asfalto com mais de 37 graus. Estava muito quente”, afirmou. Ainda de acordo com o dirigente, Hamilton comentou sobre a forte compressão em determinados trechos da pista, recebendo uma resposta bem-humorada: “Eu disse que a melhor solução para evitar a compressão era andar um pouco mais devagar, que isso não seria um problema”, afirmou.
Apesar das condições adversas, a avaliação geral foi positiva. Abad contou que Leclerc destacou o potencial da pista para a sessão de classificação: “Leclerc comentou que a sessão de classificação vai ser tremenda, porque você passa muito perto dos muros”.
O responsável pelo circuito destacou que o desenho da pista segue os critérios estabelecidos pela FIA e foi desenvolvido em conjunto com a própria Fórmula 1: “Eles gostaram, mas não porque precisassem gostar. O projeto do circuito foi aprovado pela FIA, e desde o início foi a própria F1 que definiu cada uma das 22 curvas”, disse ele.

Um dos pontos de maior expectativa é a curva 8, batizada de ‘La Monumental’. Com 550 metros de extensão e inclinação de 24%, ela será a curva mais longa do calendário de 2026. Garcia Abad descreveu o setor como um verdadeiro desafio: “Da curva 4 à 19 é uma montanha-russa, com subidas e descidas. As curvas 7 e 8 são completamente cegas. Você entra na Monumental e não pode acelerar totalmente porque perde a referência da saída”, comentou.
O dirigente acredita que o trecho exigirá um conjunto competitivo entre piloto e carro para fazer a diferença: “Para vencer, é preciso um piloto e um carro. Vamos ver o que acontece em 13 de setembro”, acrescentou.
Além de preparar o circuito para sua estreia, a organização pretende evitar problemas enfrentados por outros eventos recentes da Fórmula 1, como o GP de Las Vegas em 2023. Por isso, foram solicitados testes adicionais na pista: “Não é obrigatório, mas pedimos para realizá-los. Precisamos fazer tudo da maneira certa, aprender com qualquer erro e garantir que o segundo ano seja ainda melhor do que o primeiro”, finalizou Garcia Abad.
