Lewis Hamilton fez duras críticas à crescente dependência de software na Fórmula 1 e afirmou que os pilotos acabam sendo prejudicados pelos sistemas de gerenciamento de energia, em vez de serem recompensados por andarem mais rápido.
Durante participação no podcast StarTalk, apresentado por Neil deGrasse Tyson no fim de semana do GP de Miami, o piloto da Ferrari comentou as dificuldades impostas pelo regulamento técnico atual. Segundo Hamilton, até mesmo para os fãs é complicado compreender o funcionamento dos carros modernos. “É muito difícil para os fãs entenderem completamente, e também é difícil para nós, porque o objetivo final ao pilotar um carro de Fórmula 1 é levá-lo ao limite”, afirmou.
O heptacampeão explicou que a limitação da bateria e a necessidade constante de recarga criam situações contraditórias para os pilotos. “Temos menos carga este ano porque retiraram o MGU-H. Se você faz uma curva de alta velocidade mais rápido, assumindo mais riscos, acaba sendo penalizado depois porque não recarrega energia suficiente”, disse.
Hamilton também revelou que enfrentou um problema relacionado ao software durante uma sessão em Miami. “Ontem eu estava perdendo três décimos de segundo simplesmente porque o software não estava fazendo o trabalho dele. Eu só descobri quando voltei para conversar com os engenheiros. Pedi desculpas por estar lento, e eles responderam: ‘Você não está lento, o software é que não estava funcionando’”, contou.

Para o piloto britânico, esse tipo de situação reduz a importância da pilotagem. “Isso é realmente frustrante, porque antigamente não existia esse tipo de problema. Precisamos de menos disso”, concluiu. Após nove etapas da temporada 2026, Hamilton ocupa a terceira posição no campeonato de pilotos, atrás de Kimi Antonelli e George Russell, ambos da Mercedes.
