A Haas está avançando nas negociações com novos patrocinadores para 2027, enquanto busca aproximar seu orçamento anual do teto da Fórmula 1 de US$ 215 milhões. O chefe da equipe, Ayao Komatsu, afirmou que as conversas estão evoluindo de forma positiva.
O time norte-americano, que possui pouco mais de 400 funcionários, opera atualmente abaixo do limite financeiro da categoria e pretende ampliar sua estrutura. Segundo Komatsu, novos parceiros podem ajudar diretamente nos investimentos necessários para o crescimento da Haas na F1.
“Estamos conversando com muitos possíveis parceiros, está avançando. Eu diria que estou muito positivo em relação ao orçamento do próximo ano”, afirmou Komatsu durante o fim de semana em Madri. O dirigente acrescentou que o processo está ajudando a equipe a apresentar seu projeto a potenciais parceiros e encontrar novas oportunidades.
Entre os rumores está uma possível aproximação com a BWT, atual patrocinadora principal da Alpine, mas Komatsu negou que isso signifique uma mudança para a tradicional identidade rosa associada à empresa: “Não vamos ter carros rosa, se é isso que você está dizendo!”, brincou.

Komatsu também explicou que a situação financeira não será usada para determinar a dupla de pilotos para 2027. A Haas vem avaliando nomes como Ryo Hirakawa, Leonardo Fornaroli e o brasileiro Rafael Câmara, e o dirigente confirma que cinco pilotos estão na disputa, incluindo os atuais titulares, Esteban Ocon e Oliver Bearman, que parece ser o mais próximo de ter uma vaga garantida na equipe no próximo ano.
Caso dois candidatos apresentem desempenho praticamente idêntico, fatores comerciais poderiam entrar na equação: “Se estiver dentro de um décimo, por exemplo, muito, muito próximo, então o pacote de patrocínio do piloto certamente entra em jogo”, acrescentou Komatsu, antes de reforçar que a prioridade continua sendo desempenho.
“Queremos realmente dois pilotos rápidos, porque essa é a melhor maneira de fazer essa equipe crescer. Não importa se são dois pilotos da Ferrari, dois da Toyota ou dois da McLaren”, concluiu. Para Komatsu, escolher alguém significativamente mais lento apenas por trazer dinheiro adicional, não seria positivo para os cerca de 400 funcionários da equipe.
