A Renault acertou a venda da Alpine Racing SAS, operação responsável pelo programa de motores da marca na Fórmula 1, para o grupo belga Dumarey. O acordo prevê a preservação de 150 empregos na histórica instalação de Viry-Châtillon, nos arredores de Paris.
Essa negociação representa mais um passo no afastamento da fabricante francesa da produção própria de unidades de potência para a categoria. Em 2024, a Renault decidiu encerrar esse programa e definiu que a Alpine passaria a utilizar motores Mercedes a partir de 2026.
Segundo informações da Reuters, os valores da transação não foram divulgados. Quando a venda for concluída, a Alpine Racing SAS passará a operar integralmente sob a marca Dumarey, que irá assumir tanto a propriedade quanto a gestão da instalação.
O local teve papel central no desenvolvimento dos motores de competição da Renault durante várias décadas. Com a mudança de controle, a expectativa das duas empresas é que o conhecimento técnico acumulado, possa ser aproveitado em novos projetos, inclusive com a possibilidade de fornecer experiência e serviços de engenharia a outras equipes de automobilismo.

Guido Dumarey, fundador e presidente do grupo belga, afirmou que a aquisição tem como objetivo preservar a capacidade técnica da unidade e criar oportunidades para sua continuidade. A proposta, portanto, é manter o conhecimento de engenharia desenvolvido em Viry-Châtillon e buscar novas possibilidades de crescimento, em vez de encerrar as atividades.
“Nossa ambição é preservar e desenvolver ainda mais essa excepcional experiência em engenharia, criando novas oportunidades de crescimento”, declarou Dumarey em comunicado.
A conclusão do negócio colocará a antiga estrutura de motores da Renault sob controle de uma empresa especializada em sistemas de propulsão. O futuro da instalação ficará ligado à estratégia comercial e industrial da Dumarey, incluindo a possibilidade de atender outras equipes com sua experiência técnica.
