A Fórmula 1 planejou um calendário com 24 corridas para 2023, porém já está enfrentando algumas dificuldades, com a Liberty Media monitorando a situação do Covid-19 na China.
Com a pandemia atingindo o mundo em 2020, o GP da China foi o primeiro a ser adiado e posteriormente cancelado. A F1 ainda se aventurou a ir para a Austrália, mas cancelou o GP de abertura da temporada poucas horas antes de os pilotos irem para a pista para o TL1.
Assim começou um longo período de incertezas, com a temporada de 2020 finalmente começando em julho, quando a Fórmula 1 se tornou o primeiro esporte internacional a realizar suas competições, mas a portas fechadas e sem público.
Nos dois anos seguintes, 2021 e 2022, a China foi novamente excluída do calendário ainda devido à pandemia, mas para 2023 o GP voltou a ser programado, inclusive renovando o contrato para realização do GP até 2025.
Mas parece que a corrida de 2023, programada para ser a quarta etapa do calendário em meados de abril, está ameaçada devido à nova política de ‘Covid zero’ do país.
A Liberty Media, proprietária da F1, está monitorando a situação segundo o CEO da categoria, Stefano Domenicali. “A situação da Covid na China continua sendo um problema e não é certo que iremos correr lá em 2023”, disse ele. “Mas continuamos monitorando a situação e manteremos todos atualizados.”
“Em abril teremos que analisar a situação novamente”, disse ele à Reuters. “Ainda há uma boa chance de que isso (política Covid-zero) esteja acontecendo. Há um ponto de interrogação se vai acontecer em abril ou no final do ano, teremos que aguardar para ver”, concluiu Domenicali.
Caso a corrida seja cancelada, será a segunda vez que Zhou Guanyu, da Alfa Romeo, vai perder a oportunidade de correr na frente de seus fãs.
Zhou é o primeiro piloto chinês a entrar na F1 como titular, tendo feito sua estreia na atual temporada. Ele ainda não conseguiu compartilhar sua alegria com os fãs chineses, devido à pandemia.
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