F1: GP da Bélgica vira ponto-chave para Honda melhorar motor da Aston Martin

A Honda vê o GP da Bélgica, em Spa-Francorchamps, como uma etapa fundamental para avaliar o desempenho e a confiabilidade de sua atual unidade de potência antes da chegada do novo motor de combustão interna da Aston Martin, previsto para o GP da Holanda, em Zandvoort, no dia 23 de agosto.

Desenvolvida dentro do sistema de Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualização (ADUO) da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), a primeira atualização do motor de combustão da fabricante japonesa será introduzida após o intervalo de verão. Até lá, Honda e Aston Martin terão as etapas da Bélgica e da Hungria para aprimorar o entendimento sobre o comportamento do equipamento atual.

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Shintaro Orihara, gerente geral de pista e engenheiro-chefe da Honda, destacou que as características de Spa tornam o circuito um grande desafio para pilotos e engenheiros:

F1: GP da Bélgica vira ponto-chave para Honda melhorar motor da Aston Martin
Foto: Rafa Catelan / F1MANIA.NET

“Spa abriga o circuito mais longo do calendário de 2026, e também é um dos mais populares entre pilotos e fãs. É um circuito técnico para os pilotos, com seções de curvas complexas”, afirmou. “A combinação de longas retas e curvas de alta velocidade torna o circuito muito desafiador também para os engenheiros, tanto para prever a aplicação do acelerador quanto para analisar a distribuição de energia ao longo da volta.”

Segundo Orihara, o gerenciamento de energia será um dos principais pontos de atenção durante o fim de semana. “Será um teste para os fabricantes em termos de gerenciamento de energia, então precisamos considerar como vamos distribuir a potência do MGU-K nas longas retas. A recuperação de energia aqui é bastante limitada, mesmo considerando o comprimento do circuito. Isso coloca mais ênfase em acertar o plano de distribuição. As retas também exigem muito da unidade de potência em geral, não apenas para desempenho, mas também para confiabilidade.”

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A parceria entre Honda e Aston Martin teve um início complicado na temporada. A equipe marcou apenas um ponto nas nove primeiras etapas, conquistado por Fernando Alonso com o 10º lugar em Mônaco.

Além disso, a unidade de potência japonesa sofreu com problemas graves de vibração, que causaram danos em baterias e componentes, obrigando a equipe a utilizar modos de motor mais conservadores. Com isso, Alonso e Lance Stroll enfrentaram dificuldades na disputa por posições no grid.