F1: Gasly revela problema da Alpine que atrapalhou sua corrida em Singapura

Pierre Gasly terminou o GP de Singapura de Fórmula 1 fora da zona de pontuação, após enfrentar sérias limitações de desempenho no carro da Alpine. Mesmo largando em sétimo, o francês cruzou a linha de chegada apenas em 11º, prejudicado pela falta de tração e pelo desgaste excessivo dos pneus.

O resultado também teve impacto na disputa pelo quinto lugar no campeonato de construtores. A Alpine ocupa a sexta posição, com 68 pontos, e viu a diferença para a Racing Bulls aumentar para 32 pontos, depois dos problemas enfrentados nas últimas etapas.

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A corrida em Marina Bay começou com dificuldades para Gasly, que perdeu posições para Liam Lawson e Nico Hulkenberg. O francês atribuiu parte do problema à largada ruim no grid e afirmou que a equipe precisará investigar o ocorrido: “Ficamos sem potência na largada. Precisamos revisar isso, porque neste ano tivemos largadas muito boas”, afirmou.

O desgaste dos pneus também comprometeu a estratégia. Gasly iniciou a prova com os médios e depois passou para os macios, mas relatou que a degradação limitava o desempenho do A526 após poucas voltas: “Em uma pista com muitas curvas de baixa velocidade e muita necessidade de tração, ficamos sem pneus depois de três voltas”, disse ele.

Pierre Gasly (FRA) Alpine F1 Team A526.
Foto: XPB Images

Segundo o piloto francês, o comportamento do carro foi significativamente diferente entre a sessão de classificação e o GP. Em uma volta rápida, os pneus não atingiam o mesmo nível de desgaste, enquanto no ritmo de prova a perda de aderência aparecia rapidamente: “Na terceira volta, nossos pneus já estão no limite e ficamos sem tração. Sabemos que isso é uma limitação do carro, mas eu estava um pouco mais esperançoso”, acrescentou.

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Na tentativa de defender a posição entre os dez primeiros, Gasly também enfrentou dificuldades para acelerar na saída das curvas: “O problema é que não consegui sair de nenhuma curva. Estava de lado toda vez que acelerava”, completou, dizendo inda, que nem o uso da bateria foi suficiente para conter George Russell e Isack Hadjar, que terminaram à frente, com Hadjar abrindo 12 segundos de vantagem sobre o francês.

Gasly afirmou que a Alpine já conhece parte das causas dos problemas relacionados às rodas utilizadas, mas ressaltou que as características de Singapura ampliaram o prejuízo. A falta de tração, combinada à degradação dos pneus, impediu a equipe de transformar a boa posição de largada em pontos.