Pierre Gasly acredita que Max Verstappen voltou a ser protagonista na disputa pelas primeiras posições na Fórmula 1. O francês, porém, fez um alerta sobre a distância entre as principais equipes e o restante do grid, que ainda considera excessiva.
Em entrevista coletiva antes do GP dos Estados Unidos, em Austin, o piloto da Alpine avaliou os efeitos da mudança de regulamento técnico este ano. Para ele, embora a diferença entre as equipes de ponta e o pelotão intermediário continue significativa, a disputa pelas primeiras posições tem oferecido um cenário competitivo.
“Se eu olhar para as quatro primeiras equipes, como fã do automobilismo, é bastante empolgante. Tivemos a McLaren vencendo, a Ferrari vencendo em alguns momentos, mas Max está de volta. A Mercedes é muito competitiva. Então, nessa frente, acho que está tudo bastante equilibrado”, afirmou Gasly.
A avaliação sobre Verstappen ocorre após uma sequência positiva do holandês. O piloto da Red Bull Racing chega a Austin depois de conquistar vitórias consecutivas nos GPs da Malásia e de Singapura, além de vencer a corrida Sprint realizada no circuito de Marina Bay.

Mesmo elogiando o equilíbrio entre as equipes que disputam as primeiras posições, Gasly apontou que a diferença para o meio do grid ainda divide a categoria em dois grupos bastante distintos: “Neste momento, na minha opinião, a distância entre essas equipes de ponta e o pelotão intermediário é grande demais. É como se existissem duas categorias dentro da mesma categoria”, disse ele.
O francês ponderou, entretanto, que cabe às equipes do pelotão intermediário melhorar o próprio desempenho: “Não quero reclamar disso, porque depende de nós fazer um trabalho melhor e entregar mais performance. É nisso que vamos nos concentrar”, acrescentou.
Gasly também acredita que a situação pode mudar conforme as equipes adquiram mais experiência com as regras atuais. Segundo ele, grandes alterações técnicas costumam ampliar inicialmente as diferenças, que podem diminuir com o desenvolvimento dos carros: “Vamos dar mais um ou dois anos, e espero, o grid poderá ficar bem mais próximo”, encerrou o piloto francês.
