A FIA confirmou uma medida importante para o GP da Bélgica de Fórmula 1, em Spa-Francorchamps, ao estabelecer cinco zonas de ativação do straight mode ao longo do circuito. A decisão reforça a preocupação com o gerenciamento de energia em uma das pistas mais exigentes do calendário.
Essa novidade ganha relevância após as apreensões demonstradas pelos pilotos antes do GP da Inglaterra, quando havia receio de grandes diferenças de desempenho causadas pelo fenômeno conhecido como super clipping. Embora o impacto em Silverstone tenha sido menor do que o inicialmente previsto, Spa promete colocar novamente o tema em evidência.
O circuito belga é considerado particularmente desafiador por suas longas retas e pelas poucas oportunidades de recuperação de energia ao longo da volta. Para minimizar esse cenário, os carros poderão utilizar o straight mode em cinco trechos específicos, permitindo a ativação simultânea das asas dianteira e traseira para reduzir o arrasto aerodinâmico.
Um dos pontos mais marcantes, será a descida entre La Source e Eau Rouge. Os pilotos poderão utilizar o sistema antes da icônica sequência de curvas, mas as asas serão fechadas novamente por questões de segurança antes da entrada na Eau Rouge.
As demais zonas estarão distribuídas entre La Source e Eau Rouge, na reta Kemmel em direção a Les Combes, na saída de Stavelot, com desativação antes de Blanchimont, e no trecho final rumo à chicane Bus Stop. A configuração foi definida para equilibrar desempenho e segurança em um traçado conhecido por suas altas velocidades.

O chefe da equipe McLaren, Andrea Stella, afirmou que Spa apresentará um desafio particular para todas as equipes, especialmente pelo impacto no gerenciamento da unidade de potência e da energia disponível durante a volta. Segundo ele, a situação lembra o que foi observado em Silverstone, ainda que em um contexto potencialmente mais complexo.
“Grande parte das preocupações relacionadas ao uso da energia antes do GP da Inglaterra, acabou sendo menos severa do que o esperado, permitindo corridas competitivas”, afirmou Stella. Ainda assim, o dirigente destacou que os pilotos relataram inquietações sobre a imprevisibilidade das diferenças de velocidade, algo que, em sua avaliação, merece atenção.
Para o dirigente italiano, Spa deve ampliar esse desafio devido às retas ainda mais longas. Stella acrescentou que, apesar da introdução das cinco zonas de straight mode, haverá pontos do circuito em que o recurso não poderá ser utilizado em razão das elevadas forças laterais geradas em determinadas curvas.
