F1: FIA planeja reduzir peso dos carros para menos de 700 kg

A FIA quer levar os carros da Fórmula 1 para menos de 700 kg no próximo ciclo de regulamentos, com uma redução de quase 70 kg em relação ao peso atual. O plano envolve mudanças nos motores, nas rodas e na própria construção dos monopostos.

Os carros de 2026 têm peso máximo de 768 kg, 30 kg abaixo dos 798 kg registrados em 2025, no encerramento da era do efeito solo. Ao longo desse período, o peso aumentou, influenciado por rodas de 18 polegadas, pneus maiores e novos dispositivos de segurança, como o halo e as proteções do cockpit.

Faça o F1Mania.net sua fonte preferida de notícias no Google e também no Google Discover.

Para a próxima geração, a categoria caminha para o retorno dos motores V8 e o abandono dos sistemas híbridos com turbocompressor. O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, espera que essa mudança aconteça em 2030 ou 2031. Segundo Nikolas Tombazis, diretor técnico de monopostos da entidade, o novo conjunto de regras também vai permitir atacar outras fontes de peso.

“Estamos buscando reduzir significativamente as pressões do turbo”, afirmou Tombazis ao The Race. Segundo ele, isso diminuiria tanto as pressões internas do motor quanto as dimensões do turbocompressor. A FIA também pretende simplificar os sistemas de admissão e escape, reduzindo a quantidade de dutos e encurtando componentes atualmente projetados para atender a requisitos específicos de comprimento.

FIA logo
Foto: XPB Images

A retirada das pesadas baterias dos sistemas híbridos e a expectativa de rodas menores, também devem contribuir para a redução de peso. Tombazis acrescentou que carros mais leves e compactos poderão utilizar componentes aerodinâmicos menos pesados, criando um efeito adicional de economia de massa.

Siga o F1Mania.net e receba as últimas notícias da Fórmula 1 pelo WhatsApp.

“Quando fazemos a lista de mudanças e somamos tudo, conseguimos ficar confortavelmente abaixo de 700 kg”, explicou. Ele reconheceu que haverá resistência em algumas áreas e possíveis concessões relacionadas aos custos, mas reforçou que a meta é tornar os carros mais empolgantes.

O reabastecimento durante as corridas, encerrado em 2009, não deve voltar, pois a FIA considera que essa medida acrescentaria custos, complexidade e riscos, além de limitar as possibilidades de variação estratégica.