A visibilidade reduzida causada pelo spray de água em condições de chuva continua sendo um desafio significativo na Fórmula 1. Desde a alteração no regulamento em 2022, os carros têm liberado uma quantidade maior de água, especialmente devido à sua proximidade com o solo. Nikolas Tombazis, diretor da FIA responsável pelas categorias de monopostos, compartilhou com o Motorsport.com que a entidade está se preparando para realizar novos testes com o objetivo de minimizar esse problema.
A nova configuração dos carros, mais baixa em relação ao solo, trouxe diversos desafios. Além do fenômeno conhecido como “porpoising” – o movimento oscilatório na traseira do carro – a posição rebaixada dos veículos em pistas molhadas resulta em um aumento do spray de água, complicando a visibilidade para os pilotos que seguem atrás.
Em busca de uma solução, a FIA já tentou implementar protetores de respingos atrás dos pneus, mas os resultados não foram os esperados. Tombazis revelou planos para testes futuros: “Nos próximos testes, avaliaremos a cobertura completa da roda, indo além do necessário, para compreender o ponto exato em que o spray se forma. A partir daí, decidiremos a melhor abordagem a seguir.” Tombazis também mencionou que, segundo estimativas da FIA, os pneus são responsáveis por aproximadamente 40% do spray gerado, e que estão sendo consideradas soluções provenientes da indústria automobilística para enfrentar o desafio.
