F1: FIA limita uso de aerodinâmica ativa no novo circuito de Madri

A FIA definiu uma limitação importante para a estreia da Fórmula 1 no Madring, novo circuito que receberá o GP da Espanha neste próximo final de semana. A entidade autorizou o uso da aerodinâmica ativa em apenas duas zonas do traçado.

Uma primeira área de ativação ficará na reta principal, entre a largada e a chegada, enquanto a segunda estará localizada logo após a curva 3. Com isso, o uso do modo de baixa resistência ficará completamente proibido durante os setores 2 e 3 da volta.

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Pelas regras técnicas de 2026, os pilotos utilizam a aerodinâmica ativa no modo de baixa resistência para reduzir o arrasto nas retas, e retornam aos níveis convencionais de carga aerodinâmica antes de frenagens fortes e curvas. A decisão da FIA fará com que os competidores percorram todo o segundo setor com o carro em configuração de maior carga, incluindo a curva 12, La Monumental, um trecho de 500 metros com inclinação de 13,5 graus.

FIA logo
Foto: XPB Images

Essa decisão foi tomada depois de um teste de Fórmula 3, marcado por diversos incidentes e acidentes no novo circuito de rua. Foram registradas dezenove bandeiras vermelhas, sendo onze delas provocadas por batidas fortes com as barreiras de proteção.

Andrea Stella, chefe da McLaren, destacou a dificuldade imposta pela proximidade das barreiras: “É um circuito muito diferente de qualquer outro. Com esses muros, pode ser semelhante a Jeddah, mas há muito mais curvas e muitas mais chicanes de alta velocidade”, afirmou.

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A Ferrari é a única equipe que já completou voltas no Madring, durante uma atividade de filmagem com o SF-26 em julho. Ainda assim, o chefe da Scuderia, Fred Vasseur, rejeitou a ideia de que isso represente uma vantagem significativa: “O circuito estava muito verde quando fomos até lá. Acho que será complicado para todos, talvez um pouco difícil de ultrapassar”, concluiu o dirigente francês.