F1: FIA libera polêmica asa da Red Bull para uso no GP da Bélgica

A Red Bull Racing poderá utilizar sua controversa asa traseira no GP da Bélgica de Fórmula 1, apesar dos incidentes envolvendo Max Verstappen nas últimas etapas. A FIA ainda não tomou uma decisão definitiva sobre o componente, e enquanto a investigação permanece em andamento, o equipamento está autorizado para uso em Spa-Francorchamps.

O chamado conceito ‘Macarena’, utilizado também pela Ferrari, está sendo analisado pela entidade máxima do automobilismo. O foco da investigação é exclusivamente a segurança do sistema, e não uma eventual infração ao regulamento técnico.

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Nas últimas semanas, representantes da FIA mantiveram conversas com Red Bull e Ferrari para obter mais informações sobre o funcionamento das asas traseiras móveis. O sistema gira nas retas para reduzir o arrasto aerodinâmico e deve retornar completamente à posição original antes da entrada nas curvas.

A investigação ganhou força após os problemas enfrentados por Verstappen nos GPs da Áustria e da Inglaterra. Em ambas as ocasiões, a asa traseira do RB22 não retornou totalmente à posição esperada, provocando uma perda repentina de carga aerodinâmica traseira em curvas de alta velocidade e levando o holandês a escapar da pista.

F1 2024, Fórmula 1, GP do Catar, Lusail
Foto: XPB Images

Em Silverstone, a situação foi especialmente preocupante. Verstappen chegou a classificar o problema como ‘uma ameaça à vida’, após ficar preso na caixa de brita, depois de perder o controle do carro em alta velocidade.

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Segundo informações obtidas do GPblog, a FIA solicitou dados técnicos adicionais às duas equipes para avaliar se o conceito opera com segurança em todas as circunstâncias. Até o momento, porém, a entidade não encontrou motivos para impedir sua utilização no fim de semana belga.

Paralelamente à investigação, a Red Bull trabalha internamente para solucionar a falha que afetou Verstappen nas duas últimas etapas. A expectativa da equipe é chegar a Spa com uma correção implementada, evitando a repetição dos problemas que comprometeram o desempenho do tetracampeão.

Dessa forma, a asa traseira permanecerá disponível para uso no GP da Bélgica, ao menos até que a FIA conclua sua análise. O tradicional circuito de Spa-Francorchamps será, portanto, mais um importante teste para o conceito aerodinâmico que se tornou um dos temas mais debatidos da temporada 2026 da Fórmula 1.