A Red Bull Powertrains-Ford foi novamente apontada pela FIA como referência em desempenho do motor a combustão, mas os números das primeiras doze etapas da temporada 2026 da Fórmula 1, contam uma história bem diferente. Carros equipados com unidades de potência Mercedes dominaram a liderança das corridas.
Na segunda avaliação ADUO realizada pela entidade, a Red Bull Powertrains-Ford voltou a aparecer como referência no ICE, enquanto a Mercedes ficou entre 2% e 4% atrás desse parâmetro. A Ferrari foi considerada mais de 4% abaixo da marca estabelecida pela unidade de potência da Red Bull Powertrains-Ford.
Porém, na pista, a vantagem da Mercedes é expressiva. Das 745 voltas disputadas na liderança ao longo das doze primeiras corridas, carros equipados com seus motores comandaram 605, o equivalente a 81,2% do total. A Ferrari aparece em segundo, com 132 voltas e 17,7%, enquanto a Red Bull Powertrains-Ford soma apenas oito, 1,1%, e Honda e Audi ainda não lideraram nenhuma volta.

Os números ganham ainda mais peso quando considerados os problemas de confiabilidade. Max Verstappen abandonou quatro das doze corridas, na China, em Mônaco, na Inglaterra e na Holanda (neste caso, por erro próprio que resultou em acidente), enquanto Isack Hadjar teve dois abandonos. A Mercedes também enfrentou dificuldades, com três abandonos entre George Russell e Kimi Antonelli.
A McLaren, equipada com motores Mercedes, teve seis corridas sem chegada entre Lando Norris e Oscar Piastri, quando abandonos e provas não iniciadas são considerados. Mesmo com essas ocorrências, os carros impulsionados pela Mercedes permaneceram responsáveis por mais de 80% das voltas lideradas. A Ferrari, por outro lado, registrou apenas dois abandonos, ambos com Charles Leclerc, enquanto Lewis Hamilton terminou todas as corridas até agora.
Essa avaliação, no entanto, não permite concluir que a unidade de potência Mercedes seja superior à da Red Bull Powertrains-Ford em termos absolutos. O desempenho de um carro também depende do chassi, aerodinâmica, gerenciamento dos pneus, confiabilidade e execução durante o final de semana, e é justamente essa diferença entre a avaliação do ICE e os resultados em pista que torna os dados das primeiras doze etapas particularmente relevantes.
