A FIA concluiu a investigação sobre os problemas registrados na volta de apresentação do GP do Bahrein de Fórmula 1, disputado em Sepang, na Malásia, e identificou um “bug de software” como causa do incidente. A falha provocou perda de potência em vários carros e atrasou ainda mais a largada da corrida.
A prova já havia sido adiada por causa das condições de pista molhada, com a volta de apresentação começando cerca de 40 minutos depois do horário previsto. Quando os carros passaram a circular em baixa velocidade, porém, vários encontraram problemas relacionados à unidade de potência e alguns chegaram a parar completamente no circuito, obrigando a FIA a diagnosticar a situação e aplicar uma correção em todo o grid antes da largada.
Após a corrida, a entidade iniciou uma revisão concentrada em quatro pontos: a causa exata da perda de potência, medidas para impedir que o problema volte a ocorrer, a futura gestão das configurações da unidade de potência para pista molhada, incluindo as limitações de energia, e os dados obtidos individualmente pelas equipes e fabricantes. Para Singapura, caso condições semelhantes voltem a aparecer, as unidades de potência utilizarão as configurações empregadas na Malásia. Uma nova atualização do software para pista molhada será introduzida posteriormente no GP dos Estados Unidos, em Austin.
A FIA também pretende reforçar a forma como o software é testado. “A revisão também recomendou que fossem implementadas medidas para testar o software, reconhecendo que as oportunidades de testes são limitadas, para torná-lo o mais robusto possível”, afirmou a entidade. Segundo o comunicado, FIA, equipes e fabricantes de unidades de potência continuarão ampliando as capacidades de teste e verificação, incluindo avaliações independentes, colaboração entre as partes e participação do fornecedor da ECU padronizada.

Nikolas Tombazis, diretor de monopostos da FIA, havia afirmado depois da corrida que o software não tinha sido testado em condições como as encontradas na Malásia. A entidade posteriormente esclareceu a declaração e rejeitou a interpretação de que o sistema havia chegado ao fim de semana sem testes prévios.
“Antes da implementação, as equipes e os fabricantes de unidades de potência realizaram exercícios de simulação para validar o pacote de software”, explicou a FIA. O sistema também foi testado em condições reais durante o TL1 dos GPs da Bélgica e da Holanda, mas as circunstâncias enfrentadas em Sepang acabaram expondo a falha que levou à revisão.
