F1: Ferrari vê retomada de Hamilton como resultado de ajustes

Frédéric Vasseur, chefe de equipe da Ferrari, afirmou que a recuperação de Lewis Hamilton na Fórmula 1 não aconteceu por causa de um único momento decisivo. Segundo o dirigente, a melhora do heptacampeão mundial veio de uma combinação entre adaptação à equipe e evolução do carro.

Após uma temporada de estreia complicada pela Ferrari, Hamilton vive uma grande fase em 2026. O britânico conquistou cinco pódios, venceu em Barcelona e atualmente ocupa a terceira posição no Mundial, apenas 32 pontos atrás de Andrea Kimi Antonelli. A mudança de desempenho contrasta com o ano anterior, quando Hamilton teve sua primeira temporada sem pódios na Fórmula 1.

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Lewis Hamilton (GBR) Scuderia Ferrari celebrates his pole position in Sprint parc ferme.
Foto: XPB Images

Questionado sobre o que explica a transformação, Vasseur destacou o trabalho conjunto entre piloto e equipe: “Acho que vem de ambos os lados. Que conhecemos mais o Lewis, ele conhece mais a equipe. Que trabalhamos no carro desde o início, porque ele estava lá quando começamos o projeto há muito tempo”, afirmou. “Pedra após pedra, não é que haja um divisor de águas, não é uma única pedra, está muito mais alinhado hoje. O carro provavelmente também está melhor do que no ano passado, com certeza, e passo a passo estamos melhorando.”

Jenson Button, campeão mundial de 2009 e ex-companheiro de Hamilton na McLaren, também analisou a recuperação do piloto. Para ele, a principal mudança está ligada ao carro atual da Fórmula 1, que se adapta melhor ao estilo de pilotagem do britânico. “Tenho certeza de que durante o inverno eles tiveram tempo para sentar e discutir o que funcionava para ele, o que não funcionava para ele”, disse Button ao Sky Sports F1 Show.

O campeão acredita que a adaptação à Ferrari e ao novo engenheiro de corrida também influenciou, mas considera o carro o fator mais importante. “É o primeiro ano, sabe, o relacionamento deles, o relacionamento com o engenheiro também é sempre muito complicado, especialmente quando você deixou alguém como o Bono [Peter Bonnington] na Mercedes. É um relacionamento muito próximo. Então, isso leva um tempo.”

Para Button, Hamilton voltou a encontrar um carro com características mais próximas das que está acostumado. “A maior parte é simplesmente o carro. O carro se adequa mais ao estilo dele. É um carro de Fórmula 1 que ele está acostumado a pilotar em termos de sensação.”

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O ex-piloto ainda lembrou que Hamilton não vinha apresentando seu melhor nível nos últimos anos pela Mercedes, quando chegou a ser superado por George Russell em classificações: “Então, acho que se deve mais ao estilo dos carros. Voltamos a um carro que é mais natural agora. É um carro de Fórmula 1 mais normal.”