F1: Ferrari pretende continuar usando sua nova asa traseira após teste no Bahrein

As primeiras idas para a pista da Ferrari com sua asa traseira de pilar único, não foram exatamente um sucesso, mas isso não deve impedir a equipe de manter a ideia na temporada 2023 da Fórmula 1.

Essa asa traseira fez sua estreia no terceiro dia no teste de pré-temporada no Bahrein e, novamente, durante o TL1 no final de semana do GP do Bahrein, embora as duas situações não tenham sido tranquilas.

Faça o F1Mania.net sua fonte preferida de notícias no Google e também no Google Discover.

Primeiro, houve problemas no DRS durante sua estreia nos testes, já que problemas com a aba do lado direito do DRS fizeram com que a Ferrari fosse forçada a mudar de volta para a asa de carga média que eles usaram nos primeiros dois dias de testes.

E quando a asa de pilar único voltou para o TL1 no GP do Bahrein, imagens na pista mostraram que ela oscilava em um nível bastante extremo, mais uma vez significando que a Ferrari precisou trocá-la por uma asa com os tradicionais dois pilares de sustentação.

Mas o engenheiro da Ferrari, Jock Clear, confirmou no Bahrein que a asa traseira de pilar único, projetada para melhorar o fluxo de ar, não foi eliminada e que os problemas vêm do fato de ser uma asa nova e ainda em desenvolvimento.

Siga o F1Mania.net e receba as últimas notícias da Fórmula 1 pelo WhatsApp.

“Acho que usar dois pilares, obviamente é uma herança do ano passado, testado e confiável”, disse Clear, de acordo com o Motorsport.com.

“E o conceito de pilar único, realmente não entrou em desenvolvimento até o final do ano, na verdade bem no final do ano, talvez o último mês de desenvolvimento, portanto, é bastante novo. Obviamente, utilizar um pilar único, limpa o fluxo para a parte inferior da asa traseira.”

“Mas como tudo, precisamos colocar no carro e testar, e foi o que fizemos na pré-temporada e no TL1, é apenas um desenvolvimento contínuo”, disse ele.

“Portanto, não há nada de incrível nisso. Mas provavelmente é algo que queremos seguir, pois o que vimos até agora é positivo. Então provavelmente vai aparecer de novo”, acrescentou.

Quanto à exibição bastante instável da asa no TL1, Clear disse que é difícil no túnel de vento realmente julgar seu nível ideal de rigidez, então, para uma análise precisa, eles precisavam colocá-la no SF-23 e ir para a pista.

“É uma daquelas coisas em que, na verdade, é muito difícil replicar esse tipo de vibração no túnel de vento”, afirmou Clear. “Você pode tirar as cargas, mas toda a rigidez na verdade precisa ser refletida no tamanho real. Então é por isso que tivemos que colocar no carro.”

“Obviamente melhorou da pré-temporada para o TL1. Vamos voltar para a fábrica e melhorar ainda mais, e quando estivermos confortáveis com isso, ele aparecerá novamente”, concluiu Clear.