A Ferrari terá que tomar uma decisão importante esta semana. Usar ou não em Monza, o novo motor desenvolvido já dentro do sistema ADUO. As unidades de potência destinadas a Charles Leclerc e Lewis Hamilton já foram montadas, mas ainda precisam cumprir uma etapa decisiva antes de serem liberadas para corrida.
Essa definição deve acontecer até o fim da semana, quando a equipe aprovará as peças que serão enviadas para o GP da Itália de Fórmula 1. O processo foi atrasado pela pausa obrigatória em agosto, que interrompeu as atividades em Maranello e ampliou o período necessário para os testes da nova unidade de potência, identificada como 067/6.
Antes de ser utilizada em um final de semana de corrida, a nova unidade de potência precisa completar um teste de resistência, equivalente a pelo menos seis GPs no dinamômetro, sem apresentar problemas de confiabilidade. A Ferrari também enfrenta restrições de custos e de tempo, já que apenas dois ou três dos 21 bancos de testes disponíveis são utilizados para esse tipo de trabalho.

Qualquer falha de confiabilidade pode interromper o procedimento e obrigar a equipe a reiniciar todo o processo após uma eventual modificação. Por isso, a Ferrari ainda aguarda a autorização definitiva para instalar o motor ADUO2 nos SF-26 de Hamilton e Leclerc em Monza.
O novo propulsor deve entregar cerca de 15 cavalos de potência adicionais, além de apresentar uma curva de potência diferente e melhorar a fase de recarga do sistema híbrido. O projeto também inclui alterações nos turbos Garrett e na câmara de combustão, permitindo explorar melhor o novo combustível aprovado pela Shell para o GP da Itália.
A Ferrari não chega a Monza como favorita à vitória, já que as características do circuito não favorecem o SF-26. A expectativa é reduzir a diferença para a Mercedes na classificação, enquanto o GP também será importante para avaliar a nova hierarquia das unidades de potência após as oportunidades concedidas pelo ADUO.
