O chefe da equipe Ferrari, Frederic Vasseur, afirmou que a Scuderia estava esperando por uma bandeira vermelha, antes de tomar a decisão de pedir para o piloto Carlos Sainz abandonar o GP da Bélgica de Fórmula 1 no último domingo.
Sainz, que largou na quarta posição, buscava ultrapassar Lewis Hamilton na primeira volta, quando o piloto da McLaren, Oscar Piastri, colocou seu carro na parte interna da curva, resultando em um contato entre os dois que encerrou a corrida para Piastri e causou danos significativos à Ferrari de Sainz.
Apesar de ter conseguido continuar na corrida após o toque, o espanhol enfrentou dificuldades de ritmo e rapidamente perdeu várias posições, até a Ferrari finalmente optar por pedir que ele abandonasse na 23ª volta.
Vasseur explicou que os danos no carro custaram a Sainz muito tempo, mas a equipe estava esperançosa de uma possível bandeira vermelha devido à chuva que estava prevista para o meio da corrida. Acreditava-se que a paralisação da corrida proporcionaria a oportunidade de realizar reparos no carro de Sainz antes da relargada.
“A questão do tempo de volta era complicada porque perdemos downforce”, disse Vasseur. “Mas não é apenas o downforce, é o equilíbrio do carro. Não calculamos exatamente o tempo perdido com os danos, mas foi muito. Esperávamos que uma bandeira vermelha fosse acionada para que pudéssemos consertar o carro durante a chuva, mas quando a chuva chegou fraca e sem bandeira vermelha, decidimos encerrar a corrida de Carlos”, acrescentou.
Depois de enfrentar dificuldades nas duas corridas anteriores, a Ferrari mostrou uma melhora significativa no circuito de Spa-Francorchamps, com Charles Leclerc conquistando o terceiro lugar no pódio. Vasseur destacou a importância de entender melhor o desempenho do carro em diferentes circuitos para garantir mais consistência nas próximas corridas.
“Agora precisamos entender por que somos melhores em algumas pistas do que em outras”, disse Vasseur. “Acredito que todos os times estão enfrentando desafios semelhantes. Com pequenas diferenças entre o segundo e o décimo primeiro lugar, é crucial analisarmos nossa gestão de pneus e níveis de downforce para buscarmos mais consistência”, encerrou o chefe da equipe italiana.
