A Ferrari já não está na disputa pelo título na temporada 2026 da Fórmula 1, e recebeu uma recomendação para mudar o foco de seu trabalho. Para James Hinchcliffe, a equipe deveria direcionar seus recursos ao projeto de 2027 e aproveitar as próximas corridas para testar soluções.
No momento, a Ferrari ocupa a segunda posição no campeonato de construtores, mas está 145 pontos atrás da Mercedes, líder isolada. Apesar das duas vitórias conquistadas na temporada, uma com Lewis Hamilton e outra com Charles Leclerc, o desempenho geral da equipe italiana ficou abaixo das expectativas.
Ex-piloto da IndyCar e atual comentarista de F1, Hinchcliffe entende que a diferença no campeonato tornou pouco produtivo manter a mesma pressão sobre o desenvolvimento do carro atual: “É sobre trabalhar em 2027. Eles não precisam se preocupar com a pressão de manter uma disputa pelo campeonato viva”, afirmou no podcast F1 Nation.

Na avaliação do canadense, a situação também permite que a Ferrari adote uma postura mais experimental nos finais de semana de GP. Ele gostaria de ver a equipe vencer mais uma ou duas corridas até o fim do ano, mas defende que os resultados imediatos não devem impedir testes com acertos e atualizações.
“Eles podem ir a cada fim de semana de corrida e talvez ser um pouco mais experimentais com configurações, com os desenvolvimentos que estão levando para a pista”, acrescentou Hinchcliffe.
O ex-piloto também destacou a limitação atual para equipes que precisam recuperar terreno durante uma mudança de regulamento. Sem a possibilidade de realizar testes livremente entre as etapas, simuladores não conseguem reproduzir tudo o que pode ser aprendido diretamente com o carro. Por isso, segundo Hinchcliffe, a Ferrari poderia encarar as próprias corridas como sessões de testes enquanto a disputa pelo título de 2026 se distancia cada vez mais.
