Arvid Lindblad pediu desculpas publicamente a Liam Lawson após o incidente entre os dois companheiros de equipe no GP do Azerbaijão de Fórmula 1, mas a atitude do estreante dividiu os fãs da categoria. O contato aconteceu durante uma relargada do Safety Car e acabou prejudicando a tentativa da Racing Bulls de colocar seus dois carros nos pontos.
Lindblad tocou em Lawson por dentro da curva 1, fazendo o neozelandês cair para o fim do pelotão. Lawson ainda conseguiu se recuperar até o 12º lugar, enquanto Lindblad terminou em sétimo, igualando seu melhor resultado na Fórmula 1.
Logo após o incidente, Lawson demonstrou irritação pelo rádio: “Cara, eu adoro ser tirado da corrida pelo meu companheiro de equipe. Isso é muito bom”. O carro do neozelandês também sofreu danos consideráveis no assoalho, mas os comissários da FIA decidiram não aplicar nenhuma penalidade para Lindblad, citando o espaço limitado disponível para o piloto e a reação em cadeia provocada pelo acidente ocorrido à frente.
Depois da corrida, Lawson afirmou que não pretendia contestar a decisão contra seu companheiro, embora não tenha entendido o motivo de Lindblad ter escapado sem uma penalidade: “Eu não entendo, porque fui atingido com tanta força que abriu um buraco no meu assoalho, e eu estava apenas fazendo a curva, dando espaço para o cara”, disse ele.

Mais tarde, durante uma entrevista de Lawson para a F1 TV, Lindblad apareceu para se desculpar: “Desculpa, cara”, disse o britânico, antes de apertar a mão do companheiro de equipe. Lawson respondeu que ainda não havia visto o incidente e perguntou se Lindblad havia tentado passar pelo meio, enquanto o estreante explicou que estava próximo de Esteban Ocon na entrada da curva e voltou a pedir desculpas.
A atitude gerou reações distintas entre os fãs. Alguns elogiaram Lindblad por assumir a responsabilidade publicamente e destacaram a postura dos dois pilotos, enquanto outros levantaram a possibilidade de que o pedido de desculpas diante das câmeras, tivesse sido calculado. Um comentário chegou a classificar a escolha do momento como uma ação ‘tática’, justamente por ocorrer diante da imprensa.
