F1: Fabricantes de motores e FIA terão reunião sobre motores V10 no Bahrein

Os fabricantes de motores da Fórmula 1 e a FIA irão se reunir no Bahrein, antes do GP da próxima semana, para discutir a possibilidade de um futuro retorno dos motores V10 na categoria.

A reunião foi agendada em meio a um debate público crescente nas últimas semanas, sobre a perspectiva de trazer de volta uma versão das unidades de potência que foram utilizadas pela última vez em 2005. A mudança de regulamento do próximo ano introduzirá uma versão revisada dos atuais híbridos V6, com maior ênfase em uma divisão igual entre os componentes de combustão e elétricos.

Um número significativo de fãs da F1 frequentemente expressou o desejo de ver os motores V10 retornarem à categoria, e a comprovação de que tais motores agora podem funcionar com combustíveis sustentáveis intensificou esse debate.

O tema ganhou ainda mais força quando o atual presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, declarou em fevereiro que a possibilidade deveria, no mínimo, ser estudada. No entanto, o Diretor de Monopostos da FIA, Nikolas Tombazis, tentou recentemente acalmar a crescente apreensão entre os Fabricantes de Motores Originais (OEMs), que demonstraram preocupação com uma possível mudança de planos, afirmando que ainda há trabalho a ser feito nos detalhes dos novos V6 para o próximo ano, mas que acredita que os carros correrão próximos, capazes de lutar entre si com base na habilidade dos pilotos, não compartilhando das ‘histórias de pânico’.

Apesar disso, Tombazis confirmou no final de semana do GP da China, há duas semanas, que a possibilidade de um retorno dos V10 em algum momento no futuro não estava descartada. Ele ponderou sobre a estratégia de longo prazo para as unidades de potência, questionando se a categoria deseja mudar para um tipo diferente de motor em três ou quatro anos, considerando essa a questão primária. A decisão sobre o que fazer no período intermediário seria uma questão secundária.

Uma mudança total de direção, como a potencial substituição dos V6 pelos V10, poderia alienar significativamente os OEMs, incluindo a Honda, que retornará como fornecedora de unidades de potência oficial para a Aston Martin, e a Audi, que fará sua estreia como equipe de fábrica no próximo ano, assumindo a atual equipe Sauber. Ambas as organizações tomaram medidas com base na premissa de que a energia elétrica seria o plano de longo prazo, com a Audi tendo também participado da Fórmula E e desenvolvido o carro elétrico ‘e-tron’ vencedor do Rally Dakar.

A montadora alemã emitiu um comunicado há duas semanas indicando sua postura negativa em relação a tal plano. Muitos dos chefes de equipe da F1 também parecem seguir essa linha, com o CEO da McLaren, Zak Brown, e o chefe da Red Bull Racing, Christian Horner, concordando sobre a questão antes do GP da China. Brown afirmou não ver como seria possível ‘desfazer o que está em vigor’, enquanto Horner questionou qual seria o plano entre o presente e essa potencial mudança, considerando que seria um ‘desvio massivo’ do que está sendo arduamente trabalhado para 2026.