Rob Smedley, com passagens pela Ferrari e Williams, sugeriu que a Fórmula 1 tivesse um grupo ‘aumentado’ de comissários para poder acelerar as decisões durante as corridas e prevenir decisões após a corrida que mudem o resultado da prova.
Durante sua participação no podcast High Performance Racing, o ex-engenheiro da F1 explicou que o atual número de comissários da FIA não têm capacidade operacional para avaliar todos os ocorridos em tempo real sem parar a disputa. “Você vê algumas dessas mensagens do tipo ‘[Incidente] será investigado após a corrida’ e pensa: ‘isso é bem óbvio'”, explicou.
“O motivo de agirem assim, se olharmos os bastidores, é que todos os comissários estão extremamente ocupados com a corrida, certo? Não dá para parar a prova e dizer: ‘Vamos deixar os comissários decidirem’. Mas poderia haver uma equipe de comissários adicional, capaz de analisar essas situações com muito mais rapidez”, seguiu.

“A possibilidade de investigação pós-corrida deve existir, mas apenas para casos realmente complexos. Os demais deveriam ser resolvidos de forma mais direta. Não dá para eliminar isso totalmente, assim como não dá para acabar com a natureza provisória do resultado logo após a corrida, justamente para fazer o que o Otmar [Szafnauer] disse: corrigir um erro que possa ter ocorrido caso uma infração ao regulamento tenha passado despercebida. É preciso fazer essa correção depois da prova.”
“Já houve inúmeros casos assim, não é? Desgaste excessivo da prancha do assoalho, asas traseiras na altura errada, abertura de fenda muito larga ou muito estreita, carro abaixo do peso mínimo… tudo isso. São fatores que precisam ser levados em conta. É um esporte técnico e, por isso, só é possível arbitrar questões técnicas após a corrida, pois é necessário realizar medições”, encerrou.
