F1: Entenda mais sobre proibição da FIA do ‘truque’ do motor da Mercedes e Red Bull

A FIA se impôs para lidar com o pequeno truque de motor que foi descoberto pela Mercedes e Red Bull Ford para a classificação da Fórmula 1 na temporada 2026, seguindo o novo regulamento imposto.

Há alguns meses atrás, a Ferrari alertou a entidade máxima do esporte sobre o pequeno achado das duas equipes na nova unidade de potência. Informações indicavam que as fabricantes haviam descoberto uma maneira de liberar repentinamente os 350 kW de potência ao invés de ser gradual, explorando um sistema que se ativa se um problema no carro causar o desligamento do MGU-K.

Os times usaram do artifício poucos metros antes da linha de chegada para usar totalmente a bateria e descarregá-la. De qualquer maneira, o tempo ganho era marginal nas voltas da qualificação, apenas alguns milésimos. E segundo o GPblog, o ganho era tão pequeno que a Mercedes parou de usá-lo já no Japão.

F1: Entenda mais sobre proibição da FIA do 'truque' do motor da Mercedes e Red Bull
Foto: XPB Images

Pelo regulamento, para evitar abusos nesse tipo de uso repentino do sistema, existe um bloqueio de um minuto após sua ativação. Isso significa que usar esse “truque” durante uma corrida não faria muito sentido, já que o carro ficaria limitado por 60 segundos.

O “truque”, vale dizer, não era ilegal, mas estava em uma zona cinzenta do regulamento, algo que equipes de Fórmula 1 frequentemente tentam explorar. Agora, porém, a FIA decidiu intervir e fechar essa brecha.

Quando as equipes esgotavam a bateria e o carro entrava nesse bloqueio de 60 segundos, isso também poderia impedir situações em que um piloto reduzisse drasticamente a velocidade em uma reta de forma repentina.

Diante disso, a FIA comunicou as equipes por escrito que a função chamada “continuous offset”, presente no software do carro, deve ser usada apenas em situações de emergência, segundo apurou o GPblog.