O GP do Azerbaijão de Fórmula 1 será realizado no próximo sábado, apesar da tensão no Oriente Médio e do alerta de viagem emitido pelos EUA. A categoria considera que as condições logísticas para chegar a Baku são diferentes das encontradas em relação ao Catar e a Abu Dhabi.
A corrida no Azerbaijão compartilha uma fronteira terrestre de 765 km com o Irã e está classificado no nível 3, ‘Reconsiderar a viagem’, pelo Departamento de Estado americano. Nas regiões próximas às fronteiras com Irã e Armênia, a recomendação sobe para o nível 4, que orienta a não viajar.
Porém, Baku não enfrenta os mesmos obstáculos que levaram ao cancelamento dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita, e mantém em aberto a situação das provas no Catar e em Abu Dhabi. Em 05 de março, drones iranianos atingiram o aeroporto internacional de Nakhchivan, danificando o terminal e deixando civis feridos, mas a principal diferença para as corridas do Golfo está na logística de acesso.
A escalada militar iniciada em 28 de fevereiro, provocou o fechamento do Estreito de Ormuz e restrições generalizadas ao espaço aéreo de países importantes do Golfo. Como a Fórmula 1 desloca cerca de 1.500 integrantes do paddock e centenas de toneladas de carga para cada corrida fora da Europa, a interrupção das rotas tornou o transporte para a região um problema de extrema gravidade.

Baku, por outro lado, pode ser alcançada por terra a partir da Europa através da Turquia e da Geórgia, sem depender do Estreito de Ormuz. O espaço aéreo do Azerbaijão também permaneceu aberto e chegou a registrar cerca de mil voos diários no corredor entre Europa e Ásia, segundo informações citadas pelo The Telegraph.
O governo local também adotou medidas específicas para facilitar a chegada de integrantes da F1. Uma ordem presidencial de 25 de agosto, permite que portadores de ingressos ou credenciais da FOM, FIA ou Baku City Circuit, obtenham visto em qualquer aeroporto internacional do país, válido até 30 de setembro.
Dessa forma, a avaliação para Baku está concentrada na possibilidade de transportar com segurança pessoas e equipamentos até o circuito e de retirá-los posteriormente. Para a FIA e a F1, essas condições estão sendo atendidas.
